Tamanho do texto

Relatório da indústria divulgado hoje mostra redução de vilã do coração nas prateleiras do mercado

Um estudo da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) revela que cerca de 230 mil toneladas de gordura trans deixaram de ir para as prateleiras brasileiras em 2009.

O levantamento foi apresentado hoje (25) durante a assinatura, pelo Ministério da Saúde, de um acordo de cooperação que prorroga por três anos o Fórum da Alimentação Saudável.

De acordo com a Abia, desde 2008, 94,6% das empresas associadas à entidade atingiram a meta que estabelece um limite de 5% de presença de gordura trans no total de gorduras em alimentos processados. No caso de óleos e margarinas, o limite é de 2%.

As metas foram estabelecidas com base em recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A Abia representa 70% do setor produtivo nacional.

Foram avaliadas 12 categorias de alimentos que incluem snacks, massas instantâneas, sorvetes, caldos, chocolates, sopas, panetones, óleos, pratos prontos, biscoitos e bolos, além de margarinas e cremes vegetais.

As medidas previstas no Fórum da Alimentação Saudável também incluem a redução gradual do teor de sódio em alimentos processados. A expectativa é que, até 2020, o consumo de sal em todo o país seja reduzido em 50%.

De acordo com o Ministério da Saúde, o consumo de altas taxas de gorduras trans e de sal aumenta os riscos de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC).

No Brasil, um terço das crianças entre 5 e 9 anos apresenta excesso de peso. Entre adultos, o percentual chega a 50%. Além disso, 24,4% da população adulta em capitais brasileiras foram diagnosticados como hipertensos e 5,8%, como diabéticos.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.