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Uma mudança no ar-condicionado pode diminuir a sonolência; veja outras dicas

Sabe aquele dia em que nem as recomendadas oito horas de sono são suficientes para tirar a sensação de cansaço? Preste atenção ao ar-condicionado. A “culpa” da sonolência pode estar na regulagem do aparelho.

Esta e outras formas de ajustar o ambiente para melhorar o bem-estar são foco de estudos de pesquisadores das mais variadas áreas. O engenheiro Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, cita, por exemplo, que os umidificadores poderiam amenizar a emissão de CO2 (dióxido de carbono) do ar-condicionado, tão influentes no sono que não passa. Ana Maria Malik, doutora em medicina preventiva, acrescenta que o mobiliário do escritório adequado é chave para evitar as tendinites e as dores nas costas. Até uma limpeza nos cantinhos da sala podem diminuir a incidência de dores de garganta ou infecções.

O Delas reuniu dicas para transformar o ambiente em um local mais saudável e aprazível. Veja as principais:

O vilão ar-condicionado

Especialistas afirmam que o ar condicionado desregulado pode aumentar a sonolência
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Especialistas afirmam que o ar condicionado desregulado pode aumentar a sonolência
Uma pesquisa publicada no Caderno de Saúde Pública de São Paulo, feita com 796 funcionários que trabalhavam em edifícios com ventilação artificial e com 204 que atuavam em locais com circulação natural de ar evidenciou o quanto o ar-condicionado é prejudicial.

Na comparação de resultados entre um grupo e outro, o primeiro pontuou mais em 15 dos 22 sintomas analisados. Os significantemente maiores podem ser agrupados em gerais (dor de cabeça, fadiga, sonolência, fraqueza, tontura e enjôo) e sintomas relacionados à irritação da membrana mucosa (irritação ocular, nasal e da garganta, resfriado, dificuldade respiratória e para dar foco à visão).

“As pessoas, em especial as mulheres, reclamam muito da temperatura do ar-condicionado (que de fato não pode ser menor do que 22ºC), mas esquecem que o frescor não pode ser a única preocupação. Com o aparelho, aumenta muito a emissão de CO2, responsável por mais sonolência, fadiga e enjôo”, afirma Marcelo Takaoka.

“Uma dica para amenizar o efeito é usar umidificadores. Quando a umidade relativa do ar está adequada – maior do que 60% – estas conseqüências do CO2 são amenizadas.”

Os móveis e as dores

As dores constantes nas pernas e nas costas podem ter origem na cadeira, que não foi regulada adequadamente para a altura de quem a usa. O mesmo vale para a postura e para o alinhamento do computador. O desajuste neste caso pode resultar em dores no pulso, nos braços e torcicolo. O assunto não é novo, a doença já tem nome (chamada de LER e DORT) e pode ter como solução a escolha do mobiliário adequado.

“A ergonomia dos móveis é uma das formas de adequar o ambiente ao bem-estar do trabalhador”, diz Ana Maria Malik, doutora em medicina preventiva e fundadora da Sociedade Latino Americana de Qualidade em Saúde, durante a apresentação da pesquisa Índex, sobre o bem-estar do brasileiro.

Dados da previdência social já mostraram que as dores provocadas pelo trabalho repetitivo são responsáveis por cerca de 10% dos pedidos de afastamento. O iG já elaborou um gráfico para evitar os problemas, com dicas de alongamento.

Os fungos e as crises respiratórias

Outro ponto citado pelos especialistas como influentes no bem-estar são os fungos. As manchas esverdeadas, normalmente loca

lizadas no teto, não são apenas uma ofensa estética. A literatura científica já relaciona os bolores como responsáveis por nariz entupido, espirros, irritação na garganta e tosse que não passa. Por isso a orientação é fazer uma boa faxina para acabar com eles.

Tintas e lâmpadas

Por fim, o especialista Marcelo Takaoka acrescenta que as tintas e as lâmpadas como fundamentais para o bem-estar no ambiente. Um local mal iluminado pode trazer dor de cabeça e enjôo, por exemplo. “É importante atenção também às tintas utilizadas. Algumas, principalmente as mais antigas, soltam componentes orgânicos voláteis (COV) que são prejudiciais à saúde”, afirma.

Segundo os arquivos da Universidade de Londrina, os COVs podem desencadear crises respiratórias e também contêm componentes cancerígenos. A orientação é usar tintas certificadas, livres destas substâncias.

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