Tamanho do texto

Para motivar alunos, academia inova com projeção tridimensional em aula de spinning

Com imagens em 3D projetadas na tela, aluno se sente pedalando pelas ruas
Alexandre Carvalho/Fotoarena
Com imagens em 3D projetadas na tela, aluno se sente pedalando pelas ruas
Uma sala escura, o filme rodando em uma tela de quatro metros de largura e expectadores com óculos tridimensionais. Não, não é uma sessão de cinema 3D e sim uma aula de bike indoor. Trata-se da Bio Bike 3D, que simula treinos em rua, estrada, trilha, praia e montanha.

“Captamos o clima e o visual da pedalada outdoor e transformamos em uma experiência sensorial dentro da sala de aula, com direito a variedade de percursos e ilusão de profundidade graças à tecnologia aplicada ao filme”, explica Saturno de Souza, diretor técnico da Bio Ritmo, academia que trouxe a novidade para o Brasil.

“Atividade aeróbica eficiente, o spinning traz benefício cardiovascular, melhora o condicionamento e queima cerca de 700 calorias por hora, além de definir os membros inferiores”, lembra o professor Anselmo Alves, da Bio Ritmo.

A aula pode ser feita por iniciantes ou experts. “Como trabalhamos com a percepção de esforço, cada um regula a intensidade de acordo com o que pode suportar”, completa o especialista.

Com a intenção de motivar cada vez mais o aluno, Saturno de Souza diz que a tendência é evoluir para aulas em 5D, com efeitos como vibração e até cheiro.

Testamos

A reportagem do iG Saúde foi convidada a experimentar a Bio Bike. Pareceria uma sessão de spinning tradicional, não fosse o óculos 3D entregue na entrada da sala.

O acessório, de material leve e confortável, ajusta-se bem ao rosto por meio de um elástico preso às hastes. Só com o desenrolar da aula – e o inevitável suor escorrendo pelo rosto – surge um pequeno incômodo em relação à peça.

Para entrar no clima, são projetadas imagens de ruas tranquilas e de ciclovias de parques. O pedal é leve nessa etapa de aquecimento.

Aos poucos o professor vai estimulando a turma, formada por homens e mulheres, que responde com gritos animados. Entre trechos planos, pequenos aclives, acelerações e desacelerações, você avança e quase pode sentir o vento no rosto.

Eis que de repente é possível se ver até subindo o Pico do Jaraguá, em São Paulo – parte mais puxada da aula. No final, a imagem tranquilizante de uma praia induz à diminuição do ritmo.

“Com a projeção em 3D, a aula parece que passa mais rápido”, diz a farmacêutica Cristiane Lordello, 35 anos, frequentadora assídua das sessões de spinning. A dentista Mônica Leite, 43 anos, completa: “É uma aula muito animada e traz ótimas sensações. Terminei cheia de energia”.

Outro benefício apontado pela advogada Cintia Martins, de 43 anos, foi a superação de limites. “Com o estímulo visual, você vai além. Eu me concentrei no percurso e nem percebi o cansaço”.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.