Tamanho do texto

Para evitar dores e lesões, motivação precisa estar alinhada com metas realistas

Competição: ter metas é bom, mas elas devem vir acompanhadas de expectativas realistas
Getty Images
Competição: ter metas é bom, mas elas devem vir acompanhadas de expectativas realistas
É fácil se entusiasmar com os progressos. De repente a motivação é tanta que você só pensa em avançar mais e mais.

Acessar as planilhas de treinos

“A motivação é sempre boa, mas tem que estar alinhada com objetivos realistas e metas a serem alcançadas de maneira gradual”, alerta Carla Di Pierro, psicóloga do esporte, de São Paulo.

A ansiedade em querer progredir rapidamente pode fazer o neófito pular etapas fundamentais para conquistar boa condição cardiorrespiratória, além de força e equilíbrio muscular. Daí é fácil acontecer lesões.

Faça o teste: Qual o seu grau de ansiedade?

Ter um amigo como companhia é ótimo. Mas basear-se na performance dele para evoluir tampouco é uma estratégia eficaz.

“Cada um tem seu ritmo. Ter o outro como referência tira o controle de si e das próprias estratégias. Procure focar em seu próprio desenvolvimento”, aconselha Carla.

Faça o teste: Como anda o seu fôlego

Da mesma forma, é preciso ter cuidado para não se tornar obsessivo por competir. “Se você fala em esporte, fala em competição. E competir é importante para ir mais longe. Mas é preciso encontrar a medida certa e isso exige uma boa dose de autoconhecimento”, diz José Anibal, mestre em psicologia social e supervisor de estágios do curso de especialização em psicologia do esporte do Instituto Sedes Sapientiae, de São Paulo.

Dores constantes, alteração de sono, apetite ou peso, obsessão pelos treinos e diminuição do contato social com pessoas que não sejam do universo esportivo podem ser sinais de que os limites de uma prática saudável foram ultrapassados.

“A competição pode ser muito divertida e bastante produtiva, incentivando superação e trazendo realização para o atleta. Ela se torna prejudicial quando a pessoa busca a vitória a qualquer custo, ultrapassando limites e aumentando as chances de se machucar ou de prejudicara a saúde e seus relacionamentos”, diz Carla Di Pierro.

Respire fundo

Para tentar controlar a ansiedade nas mais diversas situações da corrida, os especialistas recomendam um exercício de respiração diafragmática: aquela lenta e profunda, que ajuda o corpo a entrar em estado de relaxamento e calma.

Leia: Aprenda a respirar

E é bom lembrar: ganhar ou perder, ter um desempenho melhor ou pior do que o outro, estar ou não em um bom dia, tudo faz parte da vida e no esporte não deve ser diferente.

“A perda e a frustração pode ser inevitável, mas o sofrimento é opcional”, resume o psicólogo José Aníbal.

Ir para as planilhas

Voltar para o checklist

Ler outras reportagens sobre exercícios

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.