Tamanho do texto

Conheça a modalidade americana que une exercícios do pilates ao balé clássico

Exercícios combinados de balé e pilates prometem condicionamento fisico e corpo enxuto
Tricia Vieira / Fotoarena
Exercícios combinados de balé e pilates prometem condicionamento fisico e corpo enxuto
Sorria e malhe. Essa frase é repetida inúmeras vezes pela professora de educação física norte-americana Stefanie Ellis, especialista em XTend, aula de ginástica que mistura conceitos de pilates, balé e exercícios cardiovasculares.

Nos EUA, mais de 40 academias já oferecem o pacote combo de malhação durante 60 minutos, três vezes por semana, ao custo de 35 dólares a aula. No Brasil e na Austrália, onde o XTend acaba de desembarcar, a ideia é arrebatar de sedentárias a marombeiras, vendendo condicionamento físico, flexibilidade, fortalecimento muscular, além, é claro, do necessário gasto calórico.

A professora defende que a técnica alia os três tipos de exercícios e oferece uma aula animada, completa e com um grande apelo estético. A cada 60 minutos, revela Ellis, é possível perder até 400 calorias, afinar o corpo, definir os músculos e trabalhar o coração. “Depende muito de cada aluno, mas o gasto calórico médio é alto e trabalhamos todos os músculos do corpo.”

Os resultados aparecem conforme a freqüência e a dedicação do praticante, mas o conceito de trabalho corporal global busca reforçar o potencial e a visibilidade rápida dos ganhos. “Em poucas semanas é possível notar a diferença do corpo.”

A mistura coloca até 25 alunos em uma sala com ingredientes básicos do pilates e do balé: bola, elástico e barra. A trilha sonora foge à regra da dança clássica e incorpora o pique frenético das aulas de aeróbica ou remete a uma balada de música eletrônica. O som, como não poderia deixar de ser, briga com a voz do instrutor, que deve, ao longo da atividade, definir e descobrir os níveis de cada um de seus pupilos.

“Não há níveis pré-estabelecidos, o instrutor é capacitado para identificar o condicionamento de cada um e exigir mais ou menos dos alunos”, explica Ellis, após uma aula demonstrativa na academia Bio Ritmo, em São Paulo.

Para ser instrutor da novidade, é preciso ter formação em pilates e fazer um curso de apenas três dias. A representante do XTend no Brasil, Áurea Lara, professora da academia paulista, tem 12 anos de trabalho na área e será responsável por capacitar os professores da Bio Ritmo.

Apesar da exigência curricular, a XTend não tem o acompanhamento individualizado e não oferece a aparelhagem variada das aulas de pilates tradicionais. Exercícios com bola, elástico e controle abdominal simbolizam a técnica durante a aula.

Não há pré-requisitos, tampouco limite de idade para provar da modalidade, ela só não é indicada para quem tem algum problema nos joelhos. Segundo a especialista, suas alunas americanas, independente da idade, sentem-se jovens, ativas e verdadeiras bailarinas. “Elas gostam de usar o uniforme de balé durante as aulas. Estimula e as faz sentir como profissionais.”

Se a idéia é emagrecer, suar e buscar condicionamento físico, a modalidade é altamente recomendada. O desejo de torna-se bailaria, ou voltar a praticar a dança, porém, deve ser deixado do lado de fora da sala de aula. A modalidade intercala alguns dos mais básicos exercícios do balé, nada que permita dar piruetas e subir na ponta dos pés. “O Balé clássico não é para todas as mulheres, o XTend sim”, endossa Stefanie Ellis.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.