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Água e hidratante mantêm o corpo protegido e bonito na época mais fria do ano

Quando o inverno chega, a sensação de sede praticamente desaparece, fazendo com que o consumo de água se torne mais escasso.

Essa situação pode colocar a saúde em risco, já que ela é essencial para manter o organismo funcionando plenamente.

De acordo com Adriana Leite, coordenadora técnica do Conselho Regional de Nutricionistas – 9ª região (MG), “mais de 60% do corpo humano é formado por água. Trata-se de um elemento indispensável para o bem-estar”. Para se ter ideia, o líquido auxilia na regulação da temperatura corporal, ajuda na eliminação de toxinas por meio da urina e da transpiração, ajuda a moldar o bolo fecal, é utilizado no processo de respiração e carrega muitos nutrientes a todas as partes do corpo.

Sendo assim, independente da estação do ano, a recomendação é a mesma: um adulto saudável precisa beber aproximadamente dois litros de água por dia – ela pode ser obtida em sua forma pura e também com a ajuda de alimentos que a apresentam em sua composição, como frutas verduras, legumes, sucos, sopas, chás, etc.

“Esse valor pode variar de acordo com alguns fatores, como realização de atividades físicas, temperatura do ambiente e presença de doenças”, ressalta a profissional mineira.

Água: hidratação de dentro para fora
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Água: hidratação de dentro para fora
Problemas à vista

Quando a ingestão do líquido não chega perto daquela considerada ideal – quadro conhecido como desidratação – um dos grandes perigos é sobrecarregar o rim, órgão responsável pelo trabalho de eliminação de toxinas e resíduos. “A água é fundamental nesse processo. Em sua ausência, o rim não tem condições ideais para realizar a filtração. Assim, muitas doenças renais podem aparecer”, observa Adriana.

É válido ressaltar também que a desidratação pode levar à morte. Seu surgimento está ligado a fatores como vômitos, diarreias e, é claro, consumo insuficiente de água. Para não correr riscos, a nutricionista avisa que é preciso ficar atento a alguns sintomas, tais como boca seca, urina de cor e cheiro fortes, cansaço, perda da concentração, falhas na memória e dor de cabeça.

Atletas: cuidados redobrados

Durante os exercícios físicos, a transpiração (que nada mais é do que a evaporação da água) serve para que os níveis de temperatura do corpo se mantenham seguros. Como ela parece ser menos intensa no inverno, muita gente acha que a hidratação não é tão importante nessa época, o que é um grande erro. “Beber água é fundamental durante a malhação. Em alguns casos, quem faz exercícios deve hidratar-se até seis vezes mais do que uma pessoa sedentária”, avisa Marcelo Enrique Borges, professor da Vibe Academia, unidade Pompéia, em São Paulo (SP).

Sem esse liquido passeando pelo corpo, o profissional ressalta que as reações químicas realizadas pelo organismo para obter energia não ocorrem, impossibilitando a realização de exercícios. E os problemas não param por aí: como até 75% da fibra muscular é constituída de água, é muito difícil conquistar o tônus dos sonhos sem a ajuda desse nutriente.

Além de manter o corpo hidratado internamente, é importante prestar atenção na pele, um dos órgãos que mais sofre quando as temperaturas caem. Isso porque fica mais ressecada, deixando as pessoas suscetíveis a dermatites. “Entre idosos e atletas que se exercitam ao ar livre a cautela deve ser maior”, frisa Adriana.

Hidratante: após o banho, ele ajuda a prevenir o ressecamento
Getty Images
Hidratante: após o banho, ele ajuda a prevenir o ressecamento
Abuse do hidratante

Para escapar do ressecamento, caracterizado principalmente por descamação e coceira, é fundamental apostar em bons hidratantes. “Nessa época é melhor usar cremes com substâncias mais oleosas, já que essas ajudam a reter a água na pele. Já nas áreas com tendência ao desenvolvimento de espinhas, como rosto e costas, o ideal é passar produtos com ativos que ‘puxem’ a água das camadas profundas para as mais superficiais”, indica a dermatologista Andréia Mateus, responsável pelo departamento de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Mas a regrinha não serve para todo mundo. Quem já tem a pele naturalmente oleosa, por exemplo, precisa investir em cremes específicos para essa característica. “Por isso é preciso contar com o acompanhamento de um dermatologista. Sem contar que muitos cremes disponíveis atualmente servem mais para perfumar do que hidratar a pele”, frisa a médica.

Outra dica de ouro para driblar o ressecamento é evitar tomar banhos muito quentes – uma tentação de inverno. Segundo Andréia, o hábito favorece a remoção da fina camada de gordura que carregamos sobre a pele, responsável justamente por barrar a evaporação do líquido para o meio externo.

“Se tomar mais de um banho por dia, procure pegar leve no uso de sabonete, pois ele também tende a tirar esse manto benéfico para a pele”, finaliza.

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