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Surfe só para meninas democratiza a modalidade e faz com que as garotas aprendam sem vergonha de cair da prancha

Meninas treinam primeiramente em cima da areia, para depois encarar o mar
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Meninas treinam primeiramente em cima da areia, para depois encarar o mar
Foi vivenciando as dificuldades da filha surfista que Diolanda Vaz criou a Associação de Surfe Feminino, em Santos. Na época, a idéia era oferecer o apoio que ela gostaria que a menina tivesse às demais amantes da parafina.

O périplo de competições e treinos, sem apoio ou patrocínio, eram entraves ao avanço cor-de-rosa da modalidade.

Desde 2001 a Associação busca parcerias para estimular um esporte que é quase patrimônio das cidades litorâneas. Este ano, Diolanda, em parceria com a secretaria de esportes da cidade, montou na praia José Menino, um projeto social de ensino do surfe, só para meninas de sete a 17 anos.

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São 40 vagas, divididas em 4 turmas de 10 aspirantes a surfistas, devidamente separadas conforme a faixa-etária. Segundo Saulo Folha, surfista profissional e instrutor no projeto, a vantagem de segmentar é oferecer uma preparação física que respeite o corpo das pupilas.

Vantagens

Já em pé, aluna se diverte ao realizar o sonho de surfar
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Já em pé, aluna se diverte ao realizar o sonho de surfar
A técnica não tem gênero, mas o formato de ensino tente a ser mais interessante quando separados homens e mulheres. Em grupos pequenos, elas também ficam mais a vontade, socializam melhor e não sentem vergonha ao surfar em uma prancha desenhada na areia – o be-a-bá necessário para todo surfista que sonha em ser profissional.

“São meninas de todas as classes sociais, com contextos de vida diferentes, mas que têm o sonho de surfar. Elas ficam amigas e uma estimula a outra a evoluir”, defende o Folha.

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Todas as terças e quintas, no período da manhã e da tarde, as garotas encaram 60 minutos de aula. Antes de se equilibrarem na prancha, elas aprendem a parte técnica, teórica, além do preparo físico: aquecimento e alongamento.

Luciana Batista, de 17 anos, pratica surfe há um ano e já começou a cursar as aulas do Projeto. Para ela, o esporte coletivo é motivador. “Fico enturmada, aprendo muito mais, Sempre tem alguém para dar uma dica, ajudar.” Na visão da menina, no mar, a companhia das amigas é muito mais do que diversão: “É segurança também. Não é bom surfar sozinho.”

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