Pesquisa constatou: quem se cuida parece mais jovem

Quando combinados, quarto maus hábitos muito comuns – fumar, exagerar no álcool, se alimentar mal e não fazer exercícios – podem conferir 12 anos a mais na aparência.

A conclusão, que reafirma os malefícios de uma vida pouco saudável, é de um estudo publicado esta semana na revista Archives of Internal Medicine , que acompanhou mais de 4.000 britânicos adultos por 20 anos.

Fumo é um dos quatro maus hábitos que ajudam a envelhecer mais depressa
AP
Fumo é um dos quatro maus hábitos que ajudam a envelhecer mais depressa
No total, apenas 314 voluntários estudados cultivavam todos os quatro péssimos hábitos de vida. Entre eles, 91 morreram ao longo do estudo (29%). Entre os 387 participantes que não tinham nenhum destes hábitos apenas 32 (8%) morreram no decorrer da pesquisa.

Os comportamentos de risco estudados foram: fumar, beber mais de dois (mulheres) ou três (homens) drinques por dia, ter menos de duas horas por semana de atividade física e comer frutas e verduras menos do que três vezes por dia. Os quatro comportamentos combinados aumentaram substancialmente o risco de morte e fizeram com que os voluntários que tinham todos eles parecessem 12 anos mais velhos quando comparados ao grupo de participantes saudáveis – que não tinham nenhum dos quatro maus hábitos.

O grupo com melhores hábitos incluiu pessoas que nunca fumaram e pessoas que deixaram de fumar, homens que bebiam um pouco menos do que três doses, mulheres que praticavam atividades físicas por pelo menos duas horas semanais e indivíduos que comiam frutas e verduras ao menos três vezes ao dia.

“Não é necessário ser extremo para estar na categoria ‘saudável’. Todos esses comportamentos somam benefícios” disse a pesquisadora Elisabeth Kvaavik, da Universidade de Oslo, a líder do estudo. “Uma cenoura, uma maçã e um copo de suco de laranja já eram suficientes para cumprir os padrões estabelecidos no estudo, algo inferior a muitas orientações já bem estabelecidas.”

Os 4.886 participantes do estudo eram adultos entre 18 e 44 anos, selecionados aleatoriamente a partir do levantamento nacional de saúde feito anualmente pelo governo britânico. Os voluntários foram investigados quanto a seus hábitos de saúde apenas uma vez – uma potencial limitação –, mas os pesquisadores afirmam que esses hábitos tendem a ser estáveis ao longo da vida adulta. Depois de 20 anos os atestados de óbito dos participantes mortos foram estudados com detalhes. As causas mais comuns de morte foram doenças cardíacas e câncer, ambos relacionados a estilos de vida pouco ou nada saudáveis. Segundo Elisabeth, os resultados do estudo são aplicáveis a outros países ocidentais, inclusive aos Estados Unidos.

Para June Steves, pesquisadora especializada em saúde pública da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, os resultados vão de encontro a estudos anteriores que examinaram os efeitos combinados dos hábitos de saúde na longevidade humana.

“Os resultados não significam que quem mantém um estilo de vida saudável necessariamente viverá mais. Mas ser saudável certamente aumenta as chances de que isso aconteça” disse June.

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