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Pesquisadores analisaram mais de seis mil pessoas e traçaram um comparativo entre mulheres e homens

As mulheres se tornam mais vulneráveis ao transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) entre os 51 e os 55 anos de idade, ao contrário dos homens que correm um risco maior com este problema entre os 41 e 45 anos, segundo um artigo publicado hoje pela revista "Annals of Geral Psychiatry".

Ask Elklit e Daniel Ditlevsen, da Universidade do Sul da Dinamarca e da Universidade Odense, do mesmo país, analisaram os dados de 6.548 participantes de estudos anteriores dinamarqueses ou nórdicos sobre a doença.

Elklit e seu colaborador tentaram determinar os riscos do TEPT em relação aos diferentes períodos da vida.

"Homens e mulheres mostram diferenças na distribuição por idade da prevalência do TEPT", indica o artigo. "A duração média da vida humana foi aumentando no Ocidente durante mais de 200 anos e agora supera em muito os 54 anos".

"Portanto é razoável que se inclua uma gama de idades mais amplas quando se calcula a distribuição do TEPT entre os homens e as mulheres", acrescentou.

Na União Europeia os homens têm agora uma expectativa de vida de aproximadamente 76 anos e as mulheres de quase 82 anos.

"As pessoas vivem vários anos a mais que as gerações anteriores e, como resultado, os indivíduos têm mais anos nos quais podem ser afetados pelas consequências negativas que seguem às experiências traumáticas", explicou Elklit.

Os homens e as mulheres também mostram diferenças nos aspectos biológicos do desenvolvimento cerebral, e "por isto as diferenças no desenvolvimento da conduta ao longo da vida pode influenciar na maneira em que respondem às exposições aos traumas".

Segundo estes pesquisadores, foi determinado que o gênero é um fator biológico na vulnerabilidade ao estresse psicosocial.

O TEPT é um transtorno psicológico que é consequência da exposição a um acontecimento traumático que envolve dano físico ou emocional.

Esta reação emocional grave a um trauma psicológico extremo pode ser apresentada, inclusive, muito tempo depois do acontecimento traumático.

O artigo faz referência a outros estudos, segundo os quais embora as mulheres estejam menos expostas a eventos potencialmente traumáticos, desenvolvem o TEPT mais que os homens.

Outras pesquisas descobriram que a prevalência do TEPT nas mulheres é duas vezes maior que nos homens. EFE jab/pb

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