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A um mês do Carnaval, academias investem em aulas de samba que prometem gingado, diversão e corpo enxuto

Democrático como o ritmo deve ser, a aula de samba no pé arrebata mulheres de todas as idades
Amanda Salles/ Foto Arena
Democrático como o ritmo deve ser, a aula de samba no pé arrebata mulheres de todas as idades
Segundo o incrível compositor Dorival Caymmi, quem não gosta de samba é ruim da cabeça ou doente do pé. Para tais "enfermidades", porém, algumas academias oferecem aulas que vão além da cura. É possível aprender a remexer sem vergonha na avenida e, de quebra, queimar mais de 400 calorias.

Todas às sextas-feiras, às 8h30, na academia Reebok Sports Club, em São Paulo, mais de 40 mulheres seguem à risca o passo a passo da dança, na cartilha do professor de educação física Waldyr Maciel.

Pertinho do Carnaval, a aula de ritmos deixa de ser genérica. Durante três semanas, o instrutor ensina a mexer os pés, os braços, e o quadril, tudo ao mesmo tempo, coordenado e com sorriso no rosto, acompanhado por uma bateria de escola de samba.

A aula temática e com música ao vivo arrebata principalmente mulheres, interessadas em não fazer feio na avenida, e nos blocos durante os dias de folia. Apesar do foco ser pontual – aprender a dançar – os ganhos do treino, garante Maciel, são múltiplos.

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“Trabalhamos condicionamento cardiovascular, coordenação motora, equilíbrio. Os passos exigem força também, ajudam a esculpir as pernas, além de eliminar mais de 400 calorias por aula.”

O treino de aspirante a passista, em termos calóricos, equivale a 40 minutos de caminhada intensa na esteira. Para quem cansou do tradicional, vale a tentativa, ou diversão.

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Qual a atividade física ideal para você?

O componente lúdico do exercício é um dos grandes atrativos da modalidade. Na academia Runner, em São Paulo, a aula de ritmos é um antídoto para o estresse. “Nem todos os alunos querem de fato sambar com precisão. A idéia é perder peso, se divertir e destravar o corpo”, explica Jefferson Freitas Meireles, professor de dança de salão e coreógrafo.

Para quem deseja requebrar em cima do salto, e incorporar a Rainha de Bateria, o professor Jimmy de Oliveira, no Espaço Stella Torreão, no Rio de Janeiro, recomenda levar as sandálias após a quinta aula. O risco de lesão é baixo, e o sapato funciona apenas um complemento estético – confere sensualidade, beleza e estimula o aprendizado. “As alunas também ganham em autoestima”, gaba-se ele.

A vontade de saber dançar no ritmo que traduz a animação e o gingado do brasileiro faz sucesso nas academias. Além do recorde de público, segundo Oliveira, o pedido para que a aula seja permanente é feito anualmente pelas alunas. “ Quem gosta do estilo musical, tem vontade de aprender a dançar, quer conhecer todas as possibilidades da modalidade.”

Micareta na piscina

No balanço do axé também é possivel exorcizar as gorduras. A academia Ecofit promove, há quatro anos, uma aula especial, na véspera do Carnaval. Para dançar no ritmo baiano é necessário dispor de maiô, touca de natação e, claro, do abadá. A aula mistura dança com hidroginástica e é ministrada por 10 professores da escola, com direito a música ao vivo.


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