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Questionada eficácia do “viagra feminino”

Agência americana afirma que medicamento não tem impacto significativo na libido feminina

Mathew Perrone, AP | 16/06/2010 18:18

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A autoridade regulatória norte-americana de alimentos e medicamentos, FDA, afirmou nesta quarta-feira (16) que a primeira pílula criada para aumentar o desejo feminino não tem impacto significante na libido em dois estudos avaliados.

Foto: Getty Images Ampliar

FDA, agência americana responsável pela aprovação de novos medicamentos, não está convencida sobre a eficácia do "viagra feminino"

Embora não tenha cumprido totalmente este objetivo, segundo a agência, mulheres que experimentam o medicamento reportaram relações sexuais satisfatórias.

A fabricante do remédio, a Boehringer Ingelheim, pediu a aprovação da droga flibanserin ao FDA para o tratamento de mulheres com falta de desejo (disfunção sexual), um mercado que vem sendo cobiçado por mais de uma década por fabricantes de medicamentos depois do sucesso do Viagra entre os homens. A busca pelo “Viagra feminino”, no entanto, segue evasiva, com muitos medicamentos descartados ao long do caminho.

Nesta sexta-feira, dia 18, o FDA deve se reunir com um painel de especialistas para avaliar a segurança e a eficácia da droga da Boehringer Ingelheim. A agência não é obrigada a seguir a orientação dos especialistas, embora isso ocorra com frequência.

A agência deve pedir aos médicos que falem sobre eventuais efeitos colaterais como depressão, desmaios e tonturas, já observados em mulheres que tomaram o remédio. A droga, uma “parente” próxima da família dos antidepressivos, afeta o neurotransmissor serotonina, entre outros, e não se sabe claramente como ela aumenta o desejo sexual.

“Não sabemos o mecanismo exato de ação, mas acreditamos que ela influencia químicos cerebrais envolvidos na resposta sexual” explica Peter Piliero, diretor-executivo da Boehringer Ingelheim.

Desde o lançamento do Viagra, em 1998, mais de duas dúzias de terapias experimentais foram estudadas para tratar a disfunção sexual feminina, um mercado que analistas financeiros avaliam em 2 bilhões de dólares.

 

 

 

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