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"Pacientes sentem-se mutiladas", diz mastologista sobre retirada da mama

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A mastologista Andrea Cavalheiro Cubero, integrante da Sociedade Brasileira de Mastologia, fala sobre a reconstrução da mama após a cirurgia.

AE: Por que algumas mulheres não fazem a reconstrução logo após a cirurgia?
Andrea Cavalheiro Cubero: Cada paciente é um caso. Não existe uma fórmula. Isso vai depender de uma série de fatores, da quimioterapia, da agressividade da cirurgia, da idade.

AE: Em média, em quanto tempo a reconstrução pode ser feita?
Andrea Cavalheiro Cubero: Pode ser de seis meses a até dez anos após a cirurgia. Vai depender da indicação.

AE: Há espera para a reconstrução?
Andrea Cavalheiro Cubero: Normalmente não existe fila e se houver indicação a reconstrução pode ser imediata.

AE: A retirada da mama mexe com a autoestima?
Andrea Cavalheiro Cubero: Sim, porque é uma cirurgia agressiva, tira-se um pedaço. As pacientes sentem-se mutiladas. A mama também está relacionada à questão da sexualidade. Tudo isso influencia. O uso da prótese ajuda muito nesse processo.

AE: Qual a vantagem das próteses de tecido em relação às peças tradicionais do mercado?
Andrea Cavalheiro Cubero: O conforto e o baixo custo, no caso das doações. Esse é o diferencial. A ONG Viva Melhor faz um excelente trabalho de orientação com as pacientes. Muitas mulheres não vão ao médico justamente por medo de ouvir o diagnóstico. Com a orientação que elas dão, é possível fazer a prevenção. Isso faz toda a diferença em saúde.

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