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De janeiro a julho foram confirmados pelo menos 4.834 casos de dengue no Estado

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A suspeita de quatro casos de dengue tipo 4 deixou assustados os moradores de Boa Vista, em Roraima.

Para se precaver da doença, muitos aumentaram os cuidados com a limpeza da casa e do quintal, mas o que se vê nas ruas ainda é sujeira - água empoçada e muitos terrenos baldios, ambiente ideal para a reprodução do mosquito Aedes aegypti.

O cenário é pior nas áreas pobres da periferia. "Como estamos em época de chuva, não deixo nada fora de casa, para não correr o risco de ter o mosquito da dengue por aqui", diz a dona de casa Ivanilde Oliveira de Lima, de 35 anos. Na sua família, todos já tiveram dengue.

A comerciante Lúcia da Silva, de 45 anos, diz-se apavorada, pois quase morreu de dengue tipo 1. "Toda a vizinhança redobrou os cuidados com a limpeza", relatou. A preocupação atinge ainda os moradores do interior do Estado, que sofre com os tipos 1 e 2 da doença.

A prefeitura de Boa Vista diz que intensificou a coleta de lixo em todos os bairros e realiza operações de limpeza semanais em quatro áreas da cidade para retirada de entulhos e galhadas das ruas. Há ainda a borrifação de veneno contra o mosquito.

Tais ações, no entanto, têm se mostrado insuficientes. De janeiro a julho foram confirmados pelo menos 4.834 casos de dengue no Estado. Quarenta e seis foram casos hemorrágicos e 9 pessoas morreram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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