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Medicamento pode causar lesões hepáticas e comprometer tratamento

Cientistas dos Estados Unidos advertiram hoje que o medicamento bevacizumab usado na quimioterapia contra o câncer pode causar lesões hepáticas graves e comprometer a eficácia do tratamento.

Em um estudo publicado na revista "Journal of the American Society Nephrology", os cientistas do Centro Oncológico da Universidade de Stony Brook, assinalam que os médicos devem observar estreitamente a saúde hepática de seus pacientes quando receitam esse remédio.

O remédio aplicado bloqueia a ação de uma proteína chamada fator de crescimento endotelial, que inibe a produção de copos capilares em torno dos tumores. No entanto, segundo os cientistas, o bevacizumab pode provocar a perda de proteína na urina (proteinúria), assim como lesões hepáticas.

Os cientistas do Centro Oncológico dessa universidade analisaram os históricos médicos de 12.268 pacientes que tinham diversos tipos de tumores. Segundo os resultados, se verificou proteinúria em 2,2% dos pacientes que recebiam bevacizumab. Em comparação com aqueles que recebiam um tratamento de quimioterapia sem esse remédio, o perigo de desenvolver proteinúria grave aumentou 4,79 vezes.

O perigo de desenvolver síndrome nefrótica aumentou 7,78 vezes, síndrome que reúne uma série de sintomas entre os que inclui a filtragem de proteína na urina, baixos níveis de proteína no sangue, altos níveis de colesterol triglicerídeos, assim como inflamação. Quando os cientistas analisaram os tipos de câncer descobriram que os pacientes com maior risco de desenvolver proteinúria (10,2%) eram aqueles que sofriam câncer hepático.

Os resultados assinalam que é especialmente importante observar os efeitos do bevacizumab em pacientes com câncer hepático ou que estejam recebendo o medicamento em doses altas.

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