Homem idoso sorrindo durante uma consulta odontológica
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Homem idoso sorrindo durante uma consulta odontológica

envelhecimento da população brasileira traz um alerta importante: viver mais também significa cuidar melhor da saúde bucal . Na terceira idade, a boca passa por alterações naturais que exigem atenção específica . Redução da salivação, uso contínuo de medicamentos, doenças crônicas como diabetes e hipertensão, além de limitações motoras, podem impactar diretamente dentes e gengivas .

Um dos problemas mais frequentes nessa fase é a cárie radicular . Com o passar dos anos, é comum ocorrer retração gengival, deixando a raiz do dente exposta. Diferente do esmalte, a raiz é mais vulnerável à ação das bactérias. A diminuição da saliva  muitas vezes causada por medicamentos  agrava o quadro, já que ela desempenha papel fundamental na proteção contra microrganismos.

A doença periodontal também é altamente prevalente entre idosos. Inflamações gengivais podem evoluir silenciosamente, levando à perda óssea e, consequentemente, à perda dentária. Muitas vezes, o paciente não sente dor, o que retarda o diagnóstico. A perda de dentes não afeta apenas a estética, mas compromete a mastigação, a fala, a digestão e a autoestima.

Quando há perdas dentárias, existem diversas opções de reabilitação. As próteses totais (dentaduras) ainda são bastante utilizadas, especialmente por pacientes que perderam todos os dentes. Já as próteses parciais removíveis ou fixas atendem casos de perdas menores. É fundamental que essas próteses sejam bem adaptadas, pois o uso inadequado pode causar feridas, inflamações e dificuldade alimentar.

Os implantes dentários representam uma alternativa moderna e eficaz, proporcionando maior estabilidade e conforto. Mesmo na terceira idade, eles são viáveis, desde que o paciente esteja com as condições sistêmicas controladas e passe por avaliação criteriosa.

Outro ponto essencial é entender que os cuidados com a boca devem começar o quanto antes. Quanto mais avançada a idade, mais a alimentação se torna a principal fonte de saúde, energia e qualidade de vida. Em fases muito avançadas da terceira idade, comer bem passa a ser não apenas uma necessidade biológica, mas também um dos maiores prazeres e momentos de convivência. Se o idoso não consegue mastigar adequadamente por dor, próteses mal adaptadas ou ausência de dentes, sua nutrição e seu bem-estar ficam diretamente comprometidos.

A higienização continua sendo indispensável. Dentes naturais, próteses e implantes acumulam placa bacteriana e exigem escovação adequada, uso de fio dental ou escovas interdentais.

Consultas regulares ao cirurgião-dentista permitem diagnóstico precoce e prevenção de complicações.

Envelhecer com saúde bucal é possível. Com informação, acompanhamento profissional e cuidados diários, a terceira idade pode ser vivida com conforto, autonomia e qualidade de vida.

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