Idosos sorrindo
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Idosos sorrindo

Antigamente, a principal causa de perda dentária era a doença periodontal, e não a cárie. Hoje sabemos que ela é uma doença inflamatória crônica causada pelo biofilme bacteriano e que pode ser controlada.

A preservação dos dentes mantém o osso alveolar. Quando um dente é perdido, o osso começa a reabsorver, podendo perder até cerca de 40% da largura no primeiro ano e continuar diminuindo ao longo do tempo. Isso afeta a mastigação e também o contorno da face.

A mastigação eficiente estimula músculos e ossos, ajuda na digestão e está associada a melhor qualidade de vida na terceira idade.

Estudos mostram que pessoas com perda dentária extensa apresentam maior risco de desnutrição, fragilidade e até declínio cognitivo, principalmente quando a mastigação fica comprometida.

Hoje, exames em tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT), scanners intraorais, planejamento digital e cirurgias guiadas tornaram os tratamentos mais previsíveis e menos invasivos.

A odontologia passou a ser mais preventiva e personalizada, baseada em fatores de risco de cada paciente, em vez de apenas tratar a doença quando ela aparece.

Envelhecer não significa perder dentes. A perda dentária é consequência de doenças e condições que, na grande maioria dos casos, podem ser prevenidas ou tratadas precocemente. A odontologia moderna mudou esse paradigma ao priorizar prevenção, diagnóstico precoce e reabilitação baseada em evidências científicas.

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