
Quando pensamos em câncer, raramente a boca é a primeira região que nos vem à mente. No entanto, o câncer bucal é uma doença relativamente frequente e que, infelizmente, ainda costuma ser diagnosticada em fases avançadas. O grande problema é que, no início, muitas lesões são indolores e passam despercebidas pelo paciente.
O tipo mais comum é o carcinoma de células escamosas, responsável por mais de 90% dos casos de câncer da cavidade oral. Quando identificado precocemente, o tratamento tende a ser menos invasivo e as chances de cura são muito maiores. Por isso, o diagnóstico precoce continua sendo a principal ferramenta para reduzir a mortalidade causada pela doença.
Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a exposição solar sem proteção ,especialmente nos lábios e, em alguns casos, a infecção pelo HPV, principalmente em tumores da região da orofaringe.
É importante que a população esteja atenta aos sinais de alerta. Feridas na boca que não cicatrizam em até quinze dias, manchas brancas ou avermelhadas, caroços, sangramentos sem causa aparente, dificuldade para mastigar, engolir ou falar e alterações persistentes devem ser avaliadas por um profissional.
A consulta odontológica é uma importante oportunidade para a prevenção. O exame clínico não se limita aos dentes. Tem que ser avaliada toda a cavidade oral, língua, gengivas, palato, bochechas e lábios. Muitas lesões suspeitas são identificadas durante consultas de rotina, antes mesmo de provocarem dor ou qualquer outro sintoma. Esse diagnóstico precoce pode salvar vidas.
A boa notícia é que a maioria dos casos pode ser detectada durante um exame clínico cuidadoso.
Consultas periódicas permitem identificar alterações ainda em fases iniciais, aumentando significativamente as possibilidades de sucesso no tratamento.
Cuidar da saúde bucal é também cuidar da saúde geral. Mais do que tratar doenças, a odontologia moderna tem um papel fundamental na prevenção. Em relação ao câncer bucal, uma simples consulta de rotina pode representar a diferença entre um tratamento complexo e a oportunidade de um diagnóstico precoce, com muito mais chances de cura.
