Virginia Fonseca é criticada no Fofocalizando após desfile na Grande Rio
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Virginia Fonseca é criticada no Fofocalizando após desfile na Grande Rio

Virgínia Fonseca se tornou conhecida do público ao nascer e crescer como figura pública junto com a ascensão das redes sociais. Hoje tem mais de 54 milhões de seguidores em uma delas. Um feito e tanto pra uma mulher com 26 anos de idade e proprietária de várias empresas, sendo a de cosméticos a que mais se destaca pelo uso intenso de lives,  marketing de influência e crescimento rápido nas vendas.

Porém, um outro fator trouxe o nome da influenciadora à tona, além de ter apresentado um programa no SBT por quase dois anos e ter participado como testemunha do  depoimento à CPI das Bets (Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal) em maio do ano passado, sobre a atuação de influenciadores digitais na promoção de sites de apostas on-line, ter se separado do cantor Zé Felipe, com quem tem três filhos, e estar namorando o jogador de futebol Vini Jr., ela foi escolhida para ser Rainha de Bateria da Escola de Samba Grande Rio no Carnaval desse ano.

Gerou muita polêmica, comentários, closes, entrevistas, opiniões, gente torcendo contra, fãs torcendo à favor... tudo o que o algoritmo adora e ela também. A regra é clara, no mundo digital, o importante é estar sendo falado...cria engajamento, aumenta o número de seguidores, fortalece os negócios e possibilita oferecer diversos presentes, como celulares de última geração nas lives que promove.

Virgínia é corajosa, sem dúvida alguma. Faz tudo o que precisa para alcançar o que sonha e deseja. Para estar na frente de uma bateria com cerca de 270 ritmistas e 37 anos de história no Rio de Janeiro, num Sambódromo lotado, com transmissão para todo o mundo, seja pela televisão ou pelos canais digitais, precisou respirar fundo, acreditar e encarar o desafio, já que, inclusive, ficou no lugar da atriz Paolla Oliveira, que, por sete anos, reinou à frente da bateria Invocada, comandada por Fabrício Machado de Lima, mais conhecido como Mestre Fafá.

Aqui vão algumas atribuições da Rainha: representar a bateria, sustentar o ritmo na avenida, incorporar o enredo, criar vínculo com a comunidade, dar visibilidade e projeção maior para a escola e ser ponte entre a tradição e o espetáculo. Virgínia se esforçou, e muito. Teve dificuldades, e muitas. Imagino como não se sentiu naqueles instantes de desfile: era ela e ela, sem a proteção da câmera do seu celular, dos seguidores, da família ou da equipe de trabalho.

A jovem empresária nasceu nos Estados Unidos, foi criada na cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais, casou com um cantor sertanejo e teve que lidar com a grandiosidade do que é considerado o maior espetáculo da Terra, o Carnaval do Rio de Janeiro. Virgínia lidou bem com um tapa sexo descolando, um costeiro pesando e todo uma comunidade de olho no desempenho e cumprimento de suas atribuições.

A Grande Rio não sai hoje, dia 21 de janeiro, quando acontece o Desfile das Escolas de Samba Campeãs, mas ganhou um aporte de 2 milhões para o que vimos na Sapucaí, um lugar para desfiles plurais, encontro de gerações, quebras de paradigmas e enredos que propõem o fim de preconceitos. Ela já carimbou que, ano que vem, estará lá de novo!

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