Brother assume erro para rival no programa
Reprodução/TV Globo
Brother assume erro para rival no programa

Ganhar cinco milhões, quatrocentos e quarenta mil reais em 100 dias. Esse é o desafio de um  programa de televisão que existe há 26 anos no Brasil. Na estreia oficial desse ano, 21 participantes se propuseram a jogar com personalidade dentro desse show de realidade.

Desde o começo, o público é levado a escolher quem merece avançar ou sair a cada rodada, a cada confessionário, a cada paredão. Vira uma grande confusão, pois com o tempo de convivência, cada um cria uma estratégia de jogo. Uns cativam porque cozinham bem, outros preferem se esconder e são chamados de plantas e há quem vá pro tudo ou nada. Resultado: Vemos disputas similares ao mundo real, onde a rivalidade aguçada provoca discussões, embates e comportamento nem sempre aceitáveis.

Essa semana, no entanto, um fato deixou muita gente de queixo caído. A saída de Jonas Sulzbach, que teve uma performance invejável para os padrões do programa, com 6 vitórias até sua eliminação: 3 Lideranças consecutivas, 2 Anjos e 1 Bate e Volta. O gaúcho superou às 26 horas em uma prova, mas também conseguiu manter a calma diante de provocações, gritarias e bullying, já que lhe deram o apelido de quinta série, algo complexo para uma pessoa de 40 anos de idade.

A saída de Jonas trouxe um alerta e revelou algo que pode ser útil para nossa conversa aqui. Tal como na vida, há uma distância entre performance e merecimento. Ele foi eliminado do jogo na última terça-feira, 24 de março, com 53,48% dos votos do público e enfrentou um paredão triplo contra Juliano Floss (43,49%) e Gabriela (3,03%). Se você acompanha, de alguma forma o BBB, já sabe que os dois outros que ficaram na casa são menos participativos e protagonistas de um jogo que exige alta performance.

E isso significa articular alianças, se posicionar em conflitos, vencer provas e assumir riscos estratégicos, ou seja, gerar narrativa. Porém, em um programa que depende do engajamento do público, esse tipo de jogador cumpre quase uma função dramática, que é sustentar tensão, criar expectativa e alimentar debates fora da casa.

Diante desse comparativo, vemos que nem sempre quem mais entrega é quem vence, recebe aumento ou é promovido aqui fora. E muitas vezes fica um gostinho de amargura e uma vontade de sucumbir ao jogo não tão bem jogado dos outros. Mas, como se posicionar, deixar o medo de lado, cuidar da performance e da imagem para vencer em qualquer situação da vida? Como superar quem aposta na invisibilidade e no conforto do se esconder para avançar?

Nem todo mundo é Jonas, mas esse participante representa muitos de nós aqui de fora da bolha, que sabemos que nem sempre a competência basta para que sejamos reconhecidos mesmo quando escolhemos performar. E se a eficiência aliada à inteligência emocional não gera frutos imediatos, são capazes de nos dar uma lição. Eu costumo dizer que nem sempre quem vence é quem ganha. Há uma diferença enorme nisso.

Vencer é relativo a um espaço que depende do outro, já ganhar, ah meus amigos, é algo que vem com uma decisão interna, pessoal, movida pela fé que temos em nós mesmos.

Portanto, que um show de realidade televisionado possa servir pra algo mais do que entreter e nos ensine a ter coragem para seguir com ética e autenticidade, agregando um olhar consciente para o jogo que acontece ao redor. Quando queremos algo, nada nos impede de ganhar, porque na vida, ser consciente do que se é tem significado e se chama legado. Pra tudo isso virar realidade, uma ferramenta: a fé, que nos faz acreditar em nós mesmos, para acordar todos os dias e carregar a própria verdade.

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