
A 6ª edição da pesquisa “Hábitos Culturais”, realizada pelo Datafolha a pedido do Observatório Fundação Itaú, Datafolha entrevistou 2.432 pessoas de 16 a 65 anos em todas as regiões do país, de 11 a 26 de agosto de 2025, e trouxe informações de que 84% dos brasileiros participaram de atividades culturais presenciais, enquanto 90% tiveram contato com conteúdos culturais virtuais.
A busca por saúde motivou 32% dos brasileiros que frequentaram eventos culturais presenciais em 2025, um aumento de 7 pontos percentuais em relação a 2024. Lideram a lista de motivações “relaxar/diminuir o estresse”(44%) e “conhecer novos lugares”(40%).
Se torna, cada vez mais, importante entender que se divertir é salutar. Pesquisa realizada pelo escritório regional da Europa da OMS mostra que o uso de mídias artísticas no cuidado da saúde pode ter uma variedade de benefícios. Segundo o relatório, as artes têm um papel importante na prevenção e promoção da saúde.
E quando se fala em saúde mental, lembro de uma máxima que atravessou séculos, proferida pelo poeta romano Juvenal, nascido entre 55-60 d.C: "Mens sana in corpore sano"(mente sã em corpo são). O conceito reforça que a saúde integral exige cuidados contínuos tanto da mente quanto do corpo, tratando os dois como um conjunto indissociável.
Diante de 1 bilhão de pessoas vivendo com transtornos de saúde mental no mundo, segundo novos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o alerta para se cuidar integralmente é necessário. Portanto, entre as ações que podemos ter para prevenir e se afastar da estatística é se conectar com a arte e a diversão, se divertir e descansar.
Domenico de Masi, sociólogo italiano impactou o mundo quando propôs os benefícios do ócio criativo, conceito que prevê a união harmônica entre trabalho, estudo e lazer. Para ele, pausar não é preguiça, mas um estado mental que mescla produção, aprendizado e prazer para gerar inovações.
Como gosto de estimular a reflexão e o movimento com as leituras dos meus textos aqui, fiz uma lista de indicações que motivam a vida saudável, quase um “kit de respiro” emocional, com diferentes formas de arte:
🎵 Música: Tá Escrito – Xande de Pilares - Fala sobre esperança e incentiva a crença de que fases difíceis passam para quem cultiva a semente do amor.
Curiosidade: A composição é de Xande de Pilares, Gilson Bernini e Helinho do Salgueiro e foi lançada em 2010. Ela foi escrita como um recado para quem está passando por momentos muito difíceis. Nasceu de um momento de crise pessoal de um de seus compositores, Gilson Bernini, quando perdeu seu filho mais velho, buscando expressar dor e superação através da música.
✍️ Autora: Brené Brown – leia tudo dela, pois trabalha vulnerabilidade, coragem e pertencimento. Um conceito-chave dela: você não precisa ser perfeita para ser digna, isso muda muito a forma como a gente se cobra.
Curiosidade: Ela pesquisava vergonha e vulnerabilidade de forma totalmente acadêmica — até que percebeu que as pessoas emocionalmente mais saudáveis eram justamente as que aceitavam ser vulneráveis. Ela mesma conta que teve uma espécie de “crise pessoal” ao perceber que ela mesma tentava controlar tudo. A virada aconteceu quando ela decidiu aplicar na própria vida o que descobria nas pesquisas.
📚 Livro: Mindset - A Nova Psicologia do Sucesso – Carol S. Dweck - Ajuda a entender como nossa forma de pensar impacta diretamente nossa saúde emocional. O conceito de “mentalidade de crescimento” é libertador, pois permite errar sem se destruir.
Curiosidade: A teoria do “mindset” não surgiu de autoajuda — veio de décadas de pesquisa científica. Dweck começou estudando crianças e percebeu algo curioso: Algumas desistiam facilmente diante de dificuldades, enquanto outras persistiam. Ela foi investigar o porquê.Descobriu que não era talento — era a crença sobre o próprio talento.
🎬 Filme: Nyad - a obra é de 2023 e conta a história real de uma mulher que tenta realizar a travessia de Cuba à Flórida, aos 63 anos, após várias tentativas fracassadas.
Curiosidade: Diana Nyad tentou essa travessia, pela primeira vez, aos 28 anos e falhou. Ela tentou várias vezes… e desistiu por décadas. Aos 60 anos, decidiu tentar novamente. Foram quatro tentativas fracassadas antes da conquista final, aos 64 anos. Ela nadou mais de 50 horas seguidas.
Boas escolhas!