Aula matinal gratuita com a professora Solange Naad Avtar Kaur
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Aula matinal gratuita com a professora Solange Naad Avtar Kaur


A ioga é uma prática ancestral que teve origem, há mais de cinco mil anos na Índia, vem sendo cada vez mais praticada e estudada pela ciência, por conta dos seus efeitos positivos na saúde mental e física.

A palavra “yoga” vem da raiz sânscrita “yuj”, que significa unir ou integrar corpo, mente e espírito e é isso que os praticantes contam que sentem, afinal a atividade, muitas vezes confundida com alongamento ou meditação, é muito mais que isso, pois soma diversos conceitos que regulam o funcionamento psicológico e fisiológico.

Pesquisa experimental publicada no Journal of Affective Disorders, contou com  participantes que tinham sintomas depressivos. Eles apresentaram melhora relevante no humor, na regulação emocional e na percepção de bem-estar após um programa contínuo de ioga, o que reforça o papel estratégico e complementar no cuidado em saúde mental.

Além dos efeitos psicológicos, há evidências fisiológicas importantes. Um estudo experimental publicado, em 2023, no Psychoneuroendocrinology, demonstrou que a prática regular de ioga está associada à redução significativa dos níveis de cortisol e, com isso, diminuição do estresse, indicando uma modulação mais eficiente do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, sistema central na regulação do sintoma. Outro estudo, publicado no mesmo ano no Journal of Bodywork and Movement Therapies, identificou melhora significativa na flexibilidade, no equilíbrio e na força muscular após um programa estruturado de ioga, além de redução de dores musculoesqueléticas.

Por fim, pesquisa publicada, em 2024 na Frontiers in Psychiatry, observou melhora na variabilidade da frequência cardíaca em praticantes, um marcador importante de equilíbrio do sistema nervoso autônomo, juntamente com maior capacidade de adaptação emocional. A ioga integra movimento, respiração e atenção plena, se consolida como uma ferramenta relevante tanto na prevenção quanto no cuidado da nossa saúde.

Professora Solange Naad Avtar Kaur explica que ioga ajuda a superar dificuldades de forma menos dolorida
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Professora Solange Naad Avtar Kaur explica que ioga ajuda a superar dificuldades de forma menos dolorida


Para falar mais de perto sobre a ioga conversei com três professoras. Solange Martins, fará 70 anos mês que vem, conta que tem um nome espiritual dentro da Kundalini Yoga, que é Solange Naad Avtar Kaur. Ela começou com as práticas em 1987, fez a primeira formação em Hatha Yoga em 2008, obtendo o certificado pela Universidade de Lonavna da Índia e, desde então, não parou de estudar para poder compartilhar e usufruir dos ensinamentos aplicados.

Ela conta que "Os exercícios nutrem o tempo todo, mas precisam de consciência, pois são abrangentes e sutis, indo além do movimento, pois trabalham algo que está dentro da gente. Pra mim a ioga foi transformadora”.

Solange é professora desde 2017 e explica que o mundo sempre teve desafio para todo mundo e como lidar com isso é o que a gente tem que aprender e a ioga é uma ferramenta poderosa pois ajuda na busca do poder que está dentro de cada um. Segundo ela: “Rompendo as barreiras a pessoa tem um vigor maior e ajuda a superar dificuldades de uma maneira menos dolorida”.

Quando pergunto onde pratica, ela explica que tem um grupo chamado Rede Kundalini Yoga, com professores de todo o Brasil, que nasceu na pandemia e oferece aulas on-line, três vezes por semana, das 6h às 6h50 gratuitamente.  Também dá aulas em uma biblioteca pública no bairro do Butantã. Ela conta que chegou a receber ajuda de custo pelo projeto, mas que de um tempo para cá não ganha mais. "Por ter crescido e ter dado certo, não me sinto bem em largar. Para mim é uma questão de honra manter esse grupo ativo. Para se ter uma ideia, aumentou o movimento no local em 400%. Temos três aulas semanais, onde oferecemos aulas gratuitas para 120 pessoas”.

Etiene Constantino é professora de ioga em biblioteca pública paulistana
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Etiene Constantino é professora de ioga em biblioteca pública paulistana



Etiene Constantino, professora de 48 anos, relata que coordenava uma área de planejamento e orçamento de concursos públicos e conheceu a ioga, há sete anos, num dia de muito estresse no trabalho: “Já em tratamento psiquiátrico da depressão, saindo de uma reunião, pesquisei no Google a palavra yoga no bairro em que moro e, dois dias depois, estava praticando yoga pela primeira vez na vida... recordo até hoje a emoção que senti ao ouvir os mantras de abertura da aula. Para mim, era tão familiar e apaziguador que pratico até hoje e me tornei professora”.


Aula de Elizabete Luísa em biblioteca paulistana
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Aula de Elizabete Luísa em biblioteca paulistana


Elizabete Luísa tem 65 anos e conheceu a ioga, em 1988, por meio da sogra, que era praticante de Hatha Yoga, principal modalidade praticada naquela época, mas que passava por uma transição entre misticismo e uma estruturação de prática física moderna, segundo ela.

Ela conta que, por mais de vinte anos, praticou a Hatha e Iyengar Yoga, estilos focados em asanas e alinhamento corporal preciso respectivamente. Depois, conheceu a Kundalini Yoga, estilo que pratica e trabalha conduzindo aulas. “Para mim, considero essa modalidade completa, pois agrega em sua prática asanas, pausas, bandhas, pranayamas, mantras, relaxamento e meditação. Gostei tanto que não quis esse conhecimento só para mim e iniciei a formação on-line ainda na pandemia, fazendo só o finalzinho da formação presencial”, relata.

A professora conta que sempre fez algum trabalho voluntário e, depois que finalizou o curso de formação, passou a conduzir práticas na mesma biblioteca pública paulistana da Solange, o que foi essencial para ganhar segurança na condução. “Lá, o público é bem diverso e isso nos enriquece porque precisamos fazer adaptações necessárias para contemplar a todos os praticantes”, conclui. 

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