Parada LGBTQIA+ de São Paulo
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Parada LGBTQIA+ de São Paulo


Amanhã (7), a Avenida Paulista será palco de uma edição histórica da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Com o tema "A rua convoca, a urna confirma", o evento celebra 30 anos de mobilização da comunidade LGBTQIAPN+ e os 30 anos da urna eletrônica no Brasil.

A expectativa é que milhões de pessoas participem da maior Parada do Orgulho LGBT+ do mundo. A concentração começa às 10h, na Avenida Paulista, próxima ao MASP, e os 14 trios elétricos devem iniciar o percurso entre 12h e 13h, seguindo pela Rua da Consolação. Entre as atrações confirmadas estão nomes como Pabllo Vittar, Gloria Groove, Majur, Pepita e Diego Martins.

A comunicadora Beta Boechat acredita que o maior desafio da Parada é continuar viva
Arquivo pessoal
A comunicadora Beta Boechat acredita que o maior desafio da Parada é continuar viva


O evento reúne personalidades, como Beta Boechat, influenciadora, comunicadora e apresentadora do programa Todo Dia, da DiaTV. Para ela, a Parada possui um significado pessoal também, pois foi depois de vir para o evento, há oito anos, com o então namorado, que decidiram se casar e mudar para São Paulo. Mas, ela pondera que, apesar das conquistas acumuladas ao longo de três décadas, os desafios permanecem: "Por incrível que pareça, e por mais triste que seja, a gente chega na trigésima Parada ainda com medo de ela não conseguir continuar. Que a parada ainda precisa lutar para mostrar sua importância. E o meu sonho seria que não fosse mais necessário ter uma parada, um dia sem que ser LGBT vai se tornar normal e corriqueiro. As pessoas não vão ser assassinadas por serem LGBT, não vão perder oportunidades por serem LGBT, não vão ser excluídas do mercado de trabalho por serem LGBT. Vão poder amar e vão poder se relacionar e ser o que elas quiserem”, desabafa.

Ainda assim, a comunicadora acredita que: "A comunidade LGBT sempre soube lidar com as adversidades e vai continuar lidando. Esse é o maior desafio da Parada: continuar viva. E eu tenho certeza de que ela vai continuar. Nossa história existe e continua sendo construída”, conclui.

Depois do evento em São Paulo, as maiores paradas acontecem em Nova York (EUA), Madrid (Espanha) e Toronto (Canadá). As paradas LGBTQIA+ têm origem na Revolta de Stonewall, que aconteceu em 28 de junho de 1969, em Nova York, quando frequentadores do bar Stonewall Inn resistiram a uma batida policial violenta. No ano seguinte, Nova York realizou a primeira marcha do orgulho, inspirando eventos similares em todo o mundo. No Brasil, a Parada do Orgulho LGBT+  segue, há 30 anos, sendo um momento de encontro, visibilidade, memória e resistência.

Atenção para quem é da cidade, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fará bloqueios em etapas:

A partir da meia-noite os bloqueios serão na Avenida Paulista, entre a Rua da Consolação e a Avenida Angélica e entre a Praça Oswaldo Cruz e a Rua da Consolação (nos dois sentidos). Além disso, no Complexo Viário Paulista/Túnel José Fanganiello Melhem (nos dois sentidos) e vias transversais da Paulista entre as avenidas Brigadeiro Luís Antônio e Angélica, exceto Rua Augusta, Alameda Campinas e Rua Pamplona

A partir das 3h, os bloqueios seguem na Alameda Campinas, entre Rua São Carlos do Pinhal e Alameda Santos, Rua Pamplona, entre Rua São Carlos do Pinhal e Alameda Santos e Rua Augusta, entre Rua Luís Coelho e Alameda Santos

A partir das 10h, acontece nas transversais da Rua da Consolação entre Alameda Santos e Rua Caio Prado. A partir das 11h, os bloqueios avançam para a Rua da Consolação, nos dois sentidos, entre Alameda Santos e Rua Caio Prado. Os acessos da Amaral Gurgel e da Ligação Leste-Oeste para a Consolação serão bloqueados conforme o deslocamento da Parada.

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