
A saúde pélvica da mulher madura tem recebido cada vez mais atenção, especialmente em uma abordagem que considera corpo, mente e comportamento. No climatério e na menopausa, oscilações hormonais intensas influenciam diretamente o bem-estar íntimo, um tema ainda cercado de tabus, apesar de afetar milhões de brasileiras.
A ginecologista Ana Carolina Romanini explica que a queda natural de estrogênio reduz o fluxo sanguíneo na pelve, provocando alterações importantes. “Durante o climatério e a menopausa, também pode ocorrer atrofia vulvovaginal, ressecamento, perda de elasticidade, dor na relação sexual e diminuição da libido”, afirmou à coluna.
A fisioterapeuta pélvica Laura Barrios reforça que o assoalho pélvico tem papel fundamental em todas as fases da vida. “Ele é responsável por sustentar órgãos como bexiga, útero e reto, participa do controle urinário e fecal e tem função central na sexualidade feminina. Por isso, o acompanhamento especializado é essencial.”
As especialistas esclarecem mitos e verdades comuns entre mulheres no climatério e na menopausa.
Estresse e alterações hormonais afetam a libido
Verdade. Oscilações hormonais e rotina estressante podem reduzir o desejo sexual. Avaliações periódicas ajudam a identificar causas e orientar tratamentos.
O desejo sexual sempre diminui na maturidade
Mito. Segundo o Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa, do Ministério da Saúde, algumas mulheres relatam queda de libido, enquanto outras vivenciam maior liberdade e até aumento do desejo.
Exercícios pélvicos melhoram a incontinência urinária
Verdade. A fraqueza do assoalho pélvico está relacionada à incontinência urinária, fecal e disfunções sexuais. O fortalecimento muscular melhora diretamente a qualidade de vida.
A flacidez vaginal não tem tratamento
Mito. Perda de sensibilidade, dificuldade de orgasmo e sensação de afrouxamento podem indicar flacidez vaginal. Exercícios específicos e fisioterapia auxiliam na recuperação, sempre com orientação profissional.
Mulheres maduras precisam de lubrificantes ou hidratantes vaginais
Verdade. No climatério e, principalmente após a menopausa, a lubrificação tende a diminuir. O uso de lubrificantes ou hidratantes vaginais pode ajudar no conforto e na qualidade da relação sexual.
Com os cuidados adequados, é possível viver a maturidade com mais leveza, bem-estar e autoconfiança. “Na reta final do ano, vale a pena atualizar exames e começar 2026 com saúde equilibrada”, orienta a Dra. Ana Romanini.
