
Com a nova onda de calor prevista para os próximos dias, o Rio de Janeiro deve registrar temperaturas acima dos 40 °C, cenário que acende um alerta importante para a prevenção do câncer de pele. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a doença representa cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos no país, com mais de 220 mil novos casos por ano.
A exposição solar intensa, comum nesta época devido ao aumento da frequência em praias, piscinas e atividades ao ar livre, eleva o risco quando não há proteção adequada. O uso diário de protetor solar, a reaplicação ao longo do dia, o uso de barreiras físicas — como chapéus, óculos e roupas com proteção UV — e evitar o sol entre 10h e 16h seguem sendo medidas fundamentais.
De acordo com o médico dermatologista e tricologista Dr. Lourenço Azevedo (CRM 166292/SP), o câncer de pele se divide em três principais tipos: carcinoma basocelular (CBC), carcinoma espinocelular (CEC) e melanoma. O CBC é o mais comum e costuma surgir em áreas muito expostas ao sol, como rosto, orelhas e pescoço.
“Apesar de crescer lentamente e ter baixo risco de metástase, o carcinoma basocelular pode causar deformidades importantes se não tratado a tempo. Muitas vezes aparece como uma ferida que não cicatriza ou uma lesão rosada e brilhante”, explica. Já o carcinoma espinocelular apresenta maior risco de invasão local e disseminação, exigindo atenção a lesões endurecidas, avermelhadas, com crostas ou sangramentos frequentes.
Além da exposição solar, fatores como histórico familiar de melanoma, pele clara, olhos claros, cabelos loiros ou ruivos, múltiplas pintas e nevos atípicos aumentam o risco. Por isso, a avaliação regular com um dermatologista é essencial.
“Muitos cânceres de pele passam despercebidos nos estágios iniciais. A consulta permite o exame de corpo inteiro, acompanhamento das lesões e o uso da dermatoscopia, que aumenta a precisão do diagnóstico”, reforça o médico.
O especialista orienta consultas anuais para a população em geral e, no caso de pessoas com fatores de risco, a cada seis meses. “O diagnóstico tardio pode transformar um procedimento simples em um tratamento mais complexo. Prevenir é sempre mais seguro, eficaz e menos custoso”, finaliza.
