O que era a infecção da cantora Ivete Sangalo?
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O que era a infecção da cantora Ivete Sangalo?

Recentemente, a cantora  Ivete Sangalo precisou ser atendida em um hospital em Salvador após apresentar um quadro de infecção intestinal que levou à desidratação, queda de pressão e desmaio. Em vídeo publicado nas redes sociais, a artista contou que teve episódios frequentes de diarreia durante a madrugada e acabou caindo após perder a consciência, sofrendo um ferimento no rosto.

Apesar do susto, o caso da cantora também chama atenção para uma condição relativamente comum e que, quando não tratada corretamente, pode trazer complicações importantes.

De acordo com o coloproctologista Dr. Danilo Munhóz, quadros de infecção intestinal podem evoluir rapidamente quando há perda excessiva de líquidos.

“Em situações de diarreia intensa e repetida, o organismo perde água e sais minerais em grande quantidade. Essa desidratação pode provocar queda da pressão arterial, fraqueza, tontura e até desmaios, principalmente quando a reposição de líquidos não é feita de forma adequada”, explica.

Apesar de muitas vezes evoluir de forma benigna, a infecção intestinal está longe de ser rara. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as doenças diarreicas seguem entre as infecções mais comuns do planeta, sendo responsáveis por mais de 1 milhão de mortes por ano.

Globalmente, estima-se que ocorram cerca de 1,7 bilhão de episódios de diarreia por ano entre crianças, além de milhões de casos em adultos.

No Brasil, o cenário também chama atenção. Informações do Ministério da Saúde apontam que o país registrou mais de 8 milhões de casos de doenças diarreicas agudas em 2024, mostrando que episódios como o relatado pela cantora podem ocorrer com frequência, especialmente quando há contaminação por vírus, bactérias ou alimentos mal conservados.

Segundo o especialista, na maioria das vezes a infecção intestinal é causada por vírus e costuma apresentar melhora em poucos dias. O tratamento costuma ser baseado principalmente em hidratação oral ou venosa, repouso e alimentação leve.

“Apesar de geralmente não ser um quadro grave, ele pode se tornar preocupante quando a desidratação é importante. Sinais como tontura persistente, diminuição da urina, sonolência excessiva ou dificuldade para ingerir líquidos indicam a necessidade de atendimento médico”, orienta.

O médico também destaca que algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de novos episódios, como higienizar bem as mãos, consumir água tratada e ter atenção ao armazenamento e à conservação dos alimentos.

A recomendação é buscar avaliação médica sempre que os sintomas forem intensos ou não apresentarem melhora em até 48 horas.

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