Alimentação após AVC exige cuidados na recuperação
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Alimentação após AVC exige cuidados na recuperação

Uma alimentação equilibrada é um dos pilares da recuperação após um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além de ajudar na reabilitação, a dieta adequada também contribui para reduzir o risco de novas complicações cardiovasculares.

O AVC, popularmente conhecido como derrame cerebral, ocorre quando os vasos responsáveis por levar sangue ao cérebro sofrem obstrução ou ruptura, interrompendo a circulação sanguínea e provocando danos nas áreas cerebrais afetadas. A doença pode atingir pessoas de todas as idades, embora seja mais rara na infância, e está entre as principais causas de morte e incapacidade na população adulta brasileira.

Segundo a nutricionista Viviane Macedo, coordenadora de Nutrição do Hospital Quali Ipanema, a alimentação após a alta hospitalar precisa ser cuidadosamente planejada para apoiar o processo de recuperação.

“Caso a alimentação seja muito restritiva, a pessoa que sofreu o AVC poderá perder massa magra e, durante a reabilitação, não terá força suficiente para realizar as atividades necessárias. O equilíbrio alimentar é essencial para evitar essas perdas e favorecer a recuperação”, explica a especialista.

O que é uma alimentação balanceada?

De acordo com Viviane Macedo, uma alimentação balanceada é aquela que oferece quantidades adequadas de todos os grupos alimentares, garantindo o aporte de nutrientes essenciais para o funcionamento do organismo.

A especialista ressalta que as orientações nutricionais devem sempre considerar as características individuais de cada paciente.

“As recomendações são gerais, mas é importante levar em conta a individualidade, como a presença de doenças pré-existentes, por exemplo diabetes, hipertensão ou colesterol elevado”, alerta.

Cinco cuidados importantes na alimentação após o AVC

Entre os principais pontos de atenção na dieta de quem está em processo de recuperação, a nutricionista destaca algumas medidas fundamentais.

Controle da pressão arterial

Reduzir o consumo de sal e evitar alimentos ultraprocessados, como embutidos, enlatados e macarrão instantâneo. Temperos industrializados também devem ser substituídos por ervas naturais e especiarias.

Boa hidratação

A ingestão adequada de água é essencial para o bom funcionamento do organismo. De forma geral, para quem não possui contraindicação médica, recomenda-se cerca de 35 ml de água por quilo de peso corporal por dia. A redução do consumo de álcool também é importante.

Controle do consumo de açúcares

Diminuir a ingestão de doces, sobremesas, refrigerantes e alimentos feitos com farinha branca, como pães e massas, especialmente em pacientes com diabetes.

Redução de gorduras saturadas

Evitar frituras e carnes gordurosas. O ideal é priorizar carnes magras, peixes e frango sem pele, que são opções mais saudáveis para o sistema cardiovascular.

Priorizar alimentos naturais

A nutricionista recomenda incluir diariamente verduras e legumes variados, frutas, grãos integrais como aveia, quinoa e arroz integral, além de leguminosas, como feijão, grão-de-bico e lentilha. O azeite de oliva extra virgem também pode fazer parte da alimentação.

Segundo Viviane Macedo, esse padrão alimentar se aproxima do chamado estilo mediterrâneo, conhecido por seus benefícios para a saúde cardiovascular.

“Uma alimentação saudável e equilibrada, no estilo mediterrâneo, contribui para melhorar a saúde do coração e ajuda a reduzir o risco de um novo AVC”, conclui a especialista.

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