A busca por tratamentos estéticos e cuidados com o corpo tem crescido de forma consistente no Brasil nos últimos anos. Procedimentos minimamente invasivos, programas de emagrecimento e tratamentos voltados ao bem-estar passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas, impulsionando a expansão de clínicas especializadas em diferentes regiões do país.
Esse movimento acompanha o crescimento do mercado de beleza e cuidados pessoais. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o Brasil está entre os maiores mercados do mundo nesse segmento, com um setor que movimenta bilhões de reais anualmente e apresenta forte demanda por serviços ligados à estética e qualidade de vida.
Dentro desse cenário, muitos empreendedores têm apostado em modelos de franquia para expandir clínicas e centros de estética. O formato permite replicar estruturas de atendimento, protocolos e estratégias de gestão já testadas, facilitando a abertura de novas unidades e reduzindo parte dos desafios enfrentados por quem deseja iniciar um negócio no setor.
No mercado de estética, as franquias costumam reunir diferentes serviços dentro de um mesmo espaço, como tratamentos corporais, programas de acompanhamento de emagrecimento e procedimentos estéticos minimamente invasivos. A proposta é oferecer soluções integradas para o público interessado em cuidados com a aparência, saúde e bem-estar.
Especialistas do setor apontam que esse modelo de expansão tem ganhado força justamente por permitir padronização de processos e maior organização da operação das clínicas. Para muitos empreendedores, a franquia representa uma forma de entrar em um mercado já consolidado utilizando um modelo de negócio previamente estruturado.
Na Grande Florianópolis, a Clínica Ibelli passou a estruturar um projeto de expansão seguindo esse formato. A proposta busca levar o modelo de atendimento desenvolvido na unidade matriz para outras cidades por meio de unidades franqueadas.
Segundo o médico Nemer Finotelo e a nutricionista e biomédica Fernanda Wilk, responsáveis pela clínica, o projeto surgiu a partir da experiência construída ao longo dos atendimentos na unidade principal.
“Nosso objetivo foi organizar um modelo que pudesse ser replicado mantendo o padrão de atendimento que já desenvolvemos na clínica. A franquia de estética surge justamente para levar essa estrutura para outras cidades”, afirmam.
“Buscamos oferecer ao franqueado um formato de negócio estruturado, com protocolos organizados e suporte na implementação da clínica”, explica.
A proposta também envolve a integração de diferentes serviços dentro da mesma unidade, reunindo protocolos voltados ao acompanhamento corporal, estratégias relacionadas à saúde metabólica e procedimentos estéticos minimamente invasivos.
“A proposta é oferecer uma estrutura completa, capaz de atender diferentes demandas do público dentro da área de estética e bem-estar”, destacam.
Com o crescimento do setor de beleza e bem-estar no país, modelos de expansão baseados em franquias tendem a ganhar cada vez mais espaço entre clínicas que buscam ampliar sua presença no mercado e levar seus serviços para novas regiões.