
O Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 8 de abril, reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. No Brasil, o câncer de pele é o tipo mais frequente da doença, representando mais de 30% dos casos registrados no país.
A doença está diretamente relacionada à exposição excessiva ao sol e se divide em dois principais tipos: o não melanoma, mais comum e com menor agressividade, e o melanoma, considerado mais grave devido ao maior risco de metástase. Apesar disso, quando identificado precocemente, as chances de cura são altas.
Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia apontam crescimento significativo nos diagnósticos ao longo da última década. O número de casos saltou de pouco mais de 4 mil em 2014 para mais de 72 mil em 2024. A incidência também apresenta diferenças regionais, com maior concentração nos estados do Sul e do Sudeste.
Ainda segundo a entidade, a taxa nacional estimada em 2024 foi de 34,27 casos por 100 mil habitantes, levemente inferior ao registrado em 2023. Entre os estados com maiores índices, destacam-se Espírito Santo e Santa Catarina, além de Rondônia, que chama atenção fora do eixo Sul-Sudeste.
A dermatologista Dra. Andressa Vargas, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que a prevenção continua sendo a principal aliada no combate à doença. “O câncer de pele tem uma relação direta com a exposição solar acumulada ao longo da vida. Por isso, a proteção deve ser um hábito diário, não apenas em momentos de lazer”, afirma.
A médica reforça cuidados simples, mas essenciais. “O uso de protetor solar, chapéus, óculos de sol e roupas adequadas ajuda a reduzir significativamente os danos causados pela radiação ultravioleta”, orienta.
Ela também destaca a importância da atenção aos sinais do corpo. “Manchas que apresentam mudança no formato, cor ou tamanho, além de lesões que não cicatrizam, precisam ser avaliadas o quanto antes. Esse olhar atento pode salvar vidas”, diz.
Por fim, a dermatologista reforça a importância da conscientização. “A prevenção ainda é a forma mais eficaz de reduzir os casos e evitar complicações. Informação e cuidado contínuo fazem toda a diferença”, conclui.
