
O uso da inteligência artificial na saúde tem avançado de forma acelerada no Brasil, acompanhando a expansão da telemedicina e da digitalização dos serviços médicos. Desde a pandemia, o atendimento remoto se consolidou no país, abrindo espaço para novas tecnologias voltadas à triagem de sintomas, organização de dados e acompanhamento contínuo de pacientes.
Hoje, a IA já é utilizada em diferentes frentes, como análise de exames, apoio à decisão clínica e identificação de riscos, com potencial para ampliar o acesso ao cuidado e reduzir gargalos no sistema de saúde. Segundo especialistas, a tecnologia também passa a ter papel relevante na prevenção de doenças, ao permitir um acompanhamento mais constante e estruturado.
Nesse cenário, surgem plataformas que utilizam inteligência artificial como ferramenta de apoio ao paciente, especialmente fora do ambiente hospitalar.
Segundo o médico Hendrick Hoyler, o uso da IA pode ser feito de forma simples, a partir da própria descrição dos sintomas.
“O acesso é bem simples, eu sempre indico usar a IA de forma intuitiva, citando os sintomas e queixas da mesma forma que os levaria a um profissional (físico). A inteligência artificial retornará perguntas direcionadas, com um grau de assertividade elevado! Romper a barreira do meio físico é o principal desafio”, ressalta.
Organização de dados e acompanhamento
Um dos principais avanços dessas plataformas está na organização do histórico de saúde do paciente, que passa a ser registrado de forma contínua e estruturada.
“O acompanhamento de histórico e a organização dos seus dados não é mais problema do paciente. Com a MOMAi, o prontuário fica organizado e resguardado por criptografia de ponta a ponta. Os dados ficam organizados e seguros a qualquer momento com a ajuda da IA”, afirma o médico Eduardo Vilela.
Tecnologia como apoio ao cuidado
Apesar do avanço da inteligência artificial, especialistas reforçam que a tecnologia não substitui o médico e deve ser usada como complemento no cuidado.
“A tecnologia, embora com uma elevada precisão em suas indicações, não substitui os médicos. Na MOMAi, quando identificada a necessidade de contato médico, ela automaticamente te questiona: ‘Gostaria de uma validação médica?’ ou o próprio paciente pode solicitar este contato com o profissional. A plataforma tem como missão levar atendimento para todos as regiões do país”, explica Hendrick Hoyler.
IA, dados e base científica
Ferramentas voltadas à saúde são desenvolvidas a partir de bases de dados estruturadas, com uso de artigos científicos e validação médica contínua, o que permite respostas mais direcionadas quando comparadas a buscas comuns na internet.
“A plataforma é treinada com acervos validados, artigos científicos de alto impacto e validação médica de rotina. Não somos apenas uma pesquisa de internet, mas sim, uma rede neural de conhecimento estruturado na área de saúde para entregar resultados assertivos”, esclarece Eduardo Vilela.
Integração com o dia a dia
Outro avanço é a integração da inteligência artificial a dispositivos já presentes na rotina, como relógios inteligentes, assistentes de voz e sensores.
“A IA também pode estar presente de forma quase invisível na rotina, conectada a dispositivos que muita gente já usa em casa. Inclusive quando assunto, é a saúde. É possível ter ajuda de relógios inteligentes, assistentes de voz, sensores de movimento com identificação de queda, por exemplo, que acompanham sinais do corpo, lembram de compromissos. Quando esses recursos estão integrados, o acompanhamento se torna mais contínuo e acessível”, conta Hendrick Hoyler.
Prevenção e análise de riscos
A inteligência artificial também permite cruzar informações de histórico de saúde, hábitos e fatores familiares, ajudando a identificar riscos e orientar decisões clínicas.
“A tecnologia hoje, na era da superinteligência, já vai muito além do que o cérebro humano pode guardar. A possibilidade de usar todo seu histórico de saúde, hábitos, história familiar, cruzado com milhões de informações de bancos de dados e estudos pode te alertar sobre riscos futuros à saúde, indicando possíveis exames e hábitos”, afirma Hendrick Hoyler.
Um cenário em expansão
Apesar do avanço, o uso da inteligência artificial na saúde ainda enfrenta desafios, como regulamentação, segurança de dados e acesso à tecnologia.
Ainda assim, a tendência é de crescimento nos próximos anos, impulsionada pela digitalização do setor e pela busca por soluções que tornem o cuidado mais acessível, contínuo e preventivo.
