
O uso de medicamentos para emagrecimento, especialmente os análogos de GLP-1, tem crescido de forma significativa nos últimos anos. Ao mesmo tempo em que contribuem para a perda de peso, esses tratamentos também têm levantado uma nova preocupação nos consultórios: a flacidez facial.
A mudança no contorno do rosto após o emagrecimento acelerado já é uma queixa frequente, principalmente entre mulheres que buscam manter a aparência mais natural ao longo do tempo.
Segundo a médica Dra. Dayoha Colombi, formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em medicina estética avançada e dermatologia clínica, o impacto está diretamente ligado à perda de volume na face. “O GLP-1 atua diretamente ali no tecido subcutâneo, fazendo emagrecimento e escorregamento muito importante da face”, explica.
Emagrecimento e envelhecimento da pele
A redução rápida de gordura corporal pode afetar estruturas que sustentam a pele, levando à perda de firmeza e definição facial. Esse processo pode intensificar sinais de envelhecimento, como flacidez e queda do contorno.
Por isso, a abordagem atual da estética tem se voltado cada vez mais para a qualidade da pele e não apenas para o volume. “Hoje nós temos trabalhado muito com bioestimuladores de colágeno, lasers para qualidade de pele e tecnologias que promovem efeito de lifting facial sem cortes”, destaca a especialista.
Naturalidade ganha espaço
Após anos marcados por padrões mais artificiais de harmonização facial, cresce a busca por resultados mais sutis e individualizados.
Essa mudança reflete um novo momento da estética, com foco em envelhecimento saudável e manutenção da identidade facial.
Regiões que mais revelam a idade
Além do rosto, outras áreas costumam ser negligenciadas, mas têm papel importante na aparência. “A qualidade da pele do colo, do pescoço e das mãos são muito negligenciadas. Elas demonstram muito a idade, principalmente pela exposição solar e pela falta de cuidado ao longo do tempo”, explica.
Essas regiões, quando não recebem atenção, podem evidenciar sinais de envelhecimento mesmo quando o rosto é tratado.
Avanços na dermatologia estética
Entre as novidades, os peptídeos aparecem como uma das apostas mais recentes da área. “Os peptídeos são a revolução do momento. Eles atuam diretamente na mitocôndria, que regula o envelhecimento celular”, afirma.
Segundo a especialista, embora ainda não estejam liberados para aplicação injetável no Brasil, já são utilizados de forma tópica, com resultados promissores.
Informação faz diferença no resultado
Com o aumento do interesse por procedimentos estéticos, cresce também o volume de informações nas redes sociais, nem sempre confiáveis.
“Estamos numa era de desinformação. Todo mundo fala o que quer e muitas vezes o paciente não sabe o que é verdade”, pontua. Por isso, a escolha de um profissional qualificado é fundamental para evitar erros e complicações.
Cuidado contínuo e autoestima
Para a médica, o cuidado com a pele vai além da estética e está diretamente ligado à autoestima e ao bem-estar. “Quando a gente está se sentindo confiante, com a autoestima bem cuidada, conseguimos viver melhor, cuidar melhor de nós mesmos e dos outros”, afirma.
A recomendação é buscar acompanhamento contínuo e priorizar abordagens que respeitem a individualidade de cada paciente.
