Especialista da JK Estética Avançada
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Especialista da JK Estética Avançada

Incômodos na aparência da região íntima, corrimentos, coceira, dor durante a relação, ressecamento, alterações menstruais, escapes de urina são queixas diferentes, mas que têm algo em comum: muitas mulheres demoram para falar sobre elas, inclusive durante uma consulta médica.

Algumas acreditam que determinado desconforto é normal, outras sentem vergonha e há quem simplesmente não saiba quando um sintoma merece investigação.

A saúde íntima feminina ainda passa por esse silêncio.

Assuntos relacionados à vagina, vulva, sexualidade, menopausa e alterações do assoalho pélvico nem sempre são discutidos com a mesma naturalidade de outras questões de saúde.

O problema aparece quando a falta de informação faz com que sintomas persistentes sejam ignorados.

JK Estética Avançada
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A Dra. Anamarya Roccha, ginecologista da JK Estética Avançada, explica que uma parte importante da consulta é permitir que a paciente fale sobre essas mudanças sem tratar determinada queixa como pequena ou constrangedora e sim como uma dor que precisa ser curada.

“Existem mulheres que convivem durante muito tempo com um desconforto porque acreditam que aquilo faz parte da idade, da maternidade ou da menopausa. Quando existe espaço para falar sem constrangimento, conseguimos entender melhor a queixa e investigar o que está acontecendo”, explica.

O cuidado também muda de acordo com a fase da vida. Puberdade, período reprodutivo, gravidez, pós-parto e menopausa trazem questões diferentes.

Mesmo entre mulheres da mesma idade, sintomas parecidos podem ter causas distintas.

A menopausa é um exemplo. As mudanças hormonais desse período podem provocar alterações nos tecidos da região íntima e sintomas como ressecamento e desconforto.

Algumas mulheres procuram ajuda rapidamente.

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Outras passam meses ou anos convivendo com essas mudanças antes de mencioná-las ao ginecologista.

“Não existe uma resposta única para todas as pacientes. Antes de pensar em tratamento, precisamos entender a origem do sintoma, o histórico daquela mulher e o impacto que aquilo está provocando na rotina dela”, afirma a ginecologista da JK Estética Avançada.

Nos últimos anos, novas tecnologias também passaram a fazer parte das discussões sobre saúde íntima feminina.

Dependendo do diagnóstico e da indicação médica, diferentes recursos podem ser considerados no tratamento de algumas condições.

É justamente nesse ponto que informação e avaliação precisam receber atenção.

A popularização de procedimentos divulgados como “rejuvenescimento íntimo”, por exemplo, aumentou o interesse pelo assunto, mas também trouxe dúvidas.

Nem toda queixa exige um procedimento e uma tecnologia não deve ser indicada simplesmente porque está disponível. Antes disso, é necessário investigar os sintomas e entender sua causa.

“Tecnologia não substitui diagnóstico. Primeiro precisamos saber por que aquela mulher apresenta determinado sintoma. Só depois podemos discutir quais opções fazem sentido para ela”, explica Dra. Anamarya.

Outro ponto que costuma gerar confusão é a diferença entre uma mudança estética e uma questão de saúde. Alterações na aparência da região íntima não significam necessariamente que exista um problema médico.

Por outro lado, sintomas persistentes ou que interferem na rotina e na autoestima merecem ser levados à consulta.

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Prevenção continua ocupando uma parte importante desse cuidado.

Exames indicados de acordo com idade e histórico, acompanhamento ginecológico e atenção às mudanças percebidas pela própria mulher ajudam a identificar situações que precisam ser investigadas.

Para a profissional da JK Estética Avançada, a forma como esses assuntos são recebidos dentro do consultório também interfere na qualidade da conversa.

Dor, desconforto, alterações urinárias e questões relacionadas à sexualidade ou à estética íntima podem ser difíceis de mencionar quando existe vergonha ou receio de julgamento.

Por isso, antes de chegar a qualquer tratamento, existe uma etapa bastante simples e que ainda faz falta para muitas mulheres: conseguir falar sobre o que está acontecendo. 

Saber quando uma mudança é esperada, quando precisa ser investigada e quais possibilidades existem depois do diagnóstico pode evitar que sintomas tratáveis continuem sendo encarados como algo que a mulher simplesmente precisa aceitar.

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