Roberta Nuñez

Bilinguismo na infância: por que começar a aprender desde cedo?

Contato precoce com outro idioma pode favorecer atenção, memória, flexibilidade mental e outras habilidades cognitivas

Bilinguismo na infância
Foto: Canva
Bilinguismo na infância

O início da aprendizagem de uma segunda língua na infância tem sido associado não apenas à fluência linguística, mas também a benefícios cognitivos e socioemocionais importantes ao longo da vida. 

Pesquisas em neurociência indicam que crianças expostas precocemente a idiomas adicionais apresentam maior plasticidade cerebral, melhor controle de atenção, memória de trabalho e capacidade de alternar entre tarefas; habilidades diretamente relacionadas ao desempenho escolar e ao aprendizado contínuo. 

Segundo especialistas, quanto mais cedo a criança entra em contato com uma segunda língua, mais natural e eficaz tende a ser o processo de aquisição.

“A infância é um período de alta adaptabilidade do cérebro e o bilinguismo nessa fase favorece funções cognitivas como foco, raciocínio e flexibilidade mental, que são úteis em diversas áreas do conhecimento”, afirma Raquel Nazário, diretora regional da Maple Bear Brasília.

Raquel explica que o ensino bilíngue na primeira infância amplia muito mais do que a simples habilidade de comunicar-se em outra língua.

“O bilinguismo estimula a criança a alternar entre sistemas linguísticos, o que fortalece conexões neurais ligadas à atenção, tomada de decisões e adaptação a novas situações. Isso impacta positivamente não apenas na língua aprendida, mas também em aspectos como memória, resolução de problemas e criatividade”, afirma.

Pesquisas científicas apontam que crianças bilíngues desenvolvem maior consciência linguística e habilidades cognitivas que se estendem para além do aprendizado da língua em si, incluindo pensamento crítico e capacidade de adaptação em ambientes variados. 

No contexto pedagógico da Maple Bear Brasília, a educação bilíngue é integrada ao currículo desde cedo, com metodologias que combinam interação, imersão e uso real da língua, favorecendo o desenvolvimento natural e significativo do inglês.

Essa abordagem é pensada para estimular a curiosidade, o repertório cultural e a capacidade de expressão dos estudantes em diferentes contextos.

Para Raquel, iniciar o bilinguismo ainda na infância é uma forma de ampliar horizontes cognitivos e preparar crianças para um mundo cada vez mais globalizado.

“Expor a criança a duas línguas desde cedo não apenas facilita a aquisição do idioma, mas também contribui para que ela desenvolva habilidades amplas de pensamento, comunicação e compreensão intercultural”, conclui.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG