Roberta Nuñez

Estresse prolongado pode aumentar risco de infarto, alerta médico

No Dia Mundial de Combate ao Estresse, cardiologista Vagner Ferreira explica como tensão constante pode afetar o coração

Dor no peito e falta de ar não devem ser atribuídas automaticamente à ansiedade ou ao estresse, alerta cardiologista.
Foto: Canva Pro
Dor no peito e falta de ar não devem ser atribuídas automaticamente à ansiedade ou ao estresse, alerta cardiologista.

O estresse faz parte da rotina, mas, quando se torna frequente e intenso, pode afetar também a saúde cardiovascular. No Dia Mundial de Combate ao Estresse , celebrado hoje, 23 de setembro, o alerta se volta para os efeitos que períodos prolongados de tensão podem provocar no coração.

Segundo o cardiologista Vagner Vinícius Ferreira, do Hospital Mantevida, o organismo submetido constantemente ao estado de alerta pode apresentar aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

“O estresse faz parte da vida e nem sempre é prejudicial. O problema aparece quando ele se torna frequente e intenso, mantendo o organismo em um estado de alerta constante”, explica.

Estresse causa infarto?

O cardiologista ressalta que o estresse não deve ser considerado uma causa isolada do infarto. A preocupação aumenta quando ele aparece associado a outros fatores de risco, como hipertensão, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada e privação de sono.

“Uma situação de estresse muito intenso pode provocar uma resposta importante do organismo, com aumento dos batimentos e da pressão arterial. Em pessoas que já apresentam doença cardiovascular ou fatores de risco, esse impacto pode ser ainda mais relevante”, afirma.

Quando procurar atendimento

Outro cuidado importante é não atribuir automaticamente determinados sintomas ao estresse ou à ansiedade.

Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea, tontura e mal-estar intenso podem estar relacionados a uma emergência cardiovascular e exigem avaliação médica, principalmente quando surgem de maneira súbita ou intensa.

“Quando esses sinais aparecem, especialmente de forma súbita ou intensa, é importante procurar atendimento médico para descartar uma emergência cardiovascular”, alerta Vagner Ferreira.

A prevenção também passa pela rotina. Praticar atividade física, manter alimentação equilibrada e sono adequado, além de acompanhar pressão arterial e colesterol, são medidas importantes para a saúde cardiovascular.

Encontrar formas saudáveis de administrar situações de tensão também pode fazer parte dos cuidados com o coração.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG