Tamanho do texto

Prorrogada em todo país a vacinação contra vírus H1N1, que segue em postos de saúde até o dia 2 de junho

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (21), no Rio de Janeiro, que a campanha nacional de vacinação contra o vírus Influenza H1N1 será estendida a crianças de 2 anos até as que tenham 5 anos incompletos. Segundo o ministro, a medida foi possível graças a um excedente de vacinas que foram compradas pelo ministério. “Ao todo, há quase dez milhões de crianças brasileiras nesta faixa etária, que devem ser imunizadas com duas meias doses de vacina. Por isso, 21 dias após a primeira aplicação, as crianças devem ser levadas novamente aos postos para a segunda meia dose”, explicou Temporão.

Quem pertence a grupos de risco de contágio do vírus e ainda não foi vacinado também terá uma nova oportunidade. Até o dia 2 de junho, todos os 36 mil postos de saúde do país permanecerão com a campanha. “Gestantes e adultos entre 30 e 39 anos precisam estar atentos, o inverno vem chegando e a circulação viral aumenta”, alertou o ministro.

Balanço da Campanha

Segundo o ministro, até o momento, 61 milhões de brasileiros já foram vacinados, o que corresponde a 32% de toda a população. Este número é maior do que os Estados Unidos vacinaram, cerca de 24% da população, e o México, com 20%. "Nenhum país vacinou tanto quanto o Brasil. O foco está nos mais vulneráveis ao vírus, seguindo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para vacinar os grupos de maior risco", expliou Temporão.

Dos grupos de maior risco, 100% dos trabalhadores da área de saúde foram vacinados, assim como crianças de 6 meses a 2 anos. Os índígenas e pacientes com doenças crônicas, incluindo idosos, estão em 80%. Gestantes, em 68%. Cerca de 77% de adultos entre 20 e 29 anos foram vacinados e apenas 37% dos que estão entre 30 e 39 anos. Os dados são do balanço até o dia 20 de maio.

Falso positivo para HIV

Temporão também comentou sobre a incidência de resultados "falsos positivos" para testes de HIV, em pessoas que tomaram vacina contra o vírus H1N1. Segundo ele, isso se dá em raros casos, por uma reação do organismo ao aumento do anticorpo IGM, o que pode interferir no resultado real do HIV. "A recomendação aos que foram vacinados e precisam, no prazo de 30 dias, fazer o teste de Aids, é que, em caso positivo, não criem alarde. Refaçam o teste informando ao laboratório que tomaram a dose de vacina. O problema seria se a vacina originasse o falso negativo", disse ele.

Sintomas

A quem ainda não tomou a vacina por medo de reações, Temporão minimiza. "Pode acontecer de dar febre pequena, mal estar, dor no braço. Mas nada que se compare ao fato de preferir ficar exposto a um vírus que, só no ano passado, matou 2 mil brasileiros. Ninguém quer isso", disse.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.