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Total de casos aumenta 79,8% no País e já são 117 mortes registradas

Os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que Acre, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais estão em situação calamitosa de dengue.

O total de casos nestes seis Estados supera, e muito, a marca estabelecida pelo Ministério da Saúde para classificar a região como epidemia. No Acre, por exemplo, foram registrados até o início de abril 3.157,3 casos por 100 mil habitantes. Para ser considerada situação epidêmica bastam 300 casos por 100 mil pessoas (o que indica marca 10 vezes maior).

No Mato Grosso do Sul, segunda maior taxa, são 2.507,8 casos por 100 mil habitantes. Em Rondônia 1.585,1 casos por 100 mil habitantes; Goiás 1.114,9 casos por 100 mil habitantes; Mato Grosso 998,3 casos por 100 mil habitantes e Minas Gerais (490,5 casos por 100 mil habitantes.

No País inteiro a situação é de aumento de dengue. Até o dia 3 de abril foram confirmados 447. 769 casos da doença transmitida pela mosquito Aedes aegypti, 79,8% a mais do que o notificado no mesmo período do ano passado (248.970).

Mortes pela doença

Segundo o Ministério, do total de casos, 2.561 são da forma grave da doença, chamada de dengue hemorrágica, e em outros 1.815 casos também foram identificadas complicações (febres muito altas, desidratação e até convulsão). O governo federal já computa 117 mortes – mais de uma por dia – mas os números devem ser maiores.

Isso porque, só no Estado de São Paulo por exemplo, a Secretaria de Estado da Saúde paulista confirma 55 mortes – maior marca letal desde 1990 -  mas no banco de dados do Ministério só estão computados 38 óbitos. A diferença é porque os dados paulistas consideram até o dia 20 de abril e os do Ministério são referentes até o dia 3 do mês passado.

A justificativa para o aumento de casos são as chuvas mais fortes do final do ano passado e início do ano, a circulação de um antigo tipo de vírus da dengue e também descuido em eliminar os criadouros do inseto transmissor , afirma o infectologista Artur Timerman. A ausência de uma vacina de dengue, atrelada aos outros fatores, fez com que a doença virasse problema de criança já que hoje 25% das confirmações de casos são em pacientes com menos de 14 anos.

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