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Dese o início da epidemia cerca de 30 milhões morreram por causas ligadas à aids

Apenas 35% dos infectados com HIV nos países em desenvolvimento têm acesso a tratamento antirretroviral, segundo o alerta do Relatório Mundial da Unaids publicado nesta terça-feira.

Na última década, o número de novas infecções diminuiu quase 20% no mundo todo: atualmente são cerca de 33 milhões de pessoas portadoras do vírus do HIV, contra 26 milhões em 1999.

A presença do HIV entre os jovens dos 15 países mais afetados pela epidemia reduziu 25% graças à adoção de práticas sexuais mais seguras.

No entanto, dos quase 15 milhões de infectados que vivem em países em desenvolvimento, só 5,2 milhões recebem tratamento, o que resulta em um cenário no qual 10 milhões de pessoas no mundo não têm acesso aos antirretrovirais.

Por outro lado, apenas em 2009, 1,2 milhão de pessoas obtiveram antirretrovirais pela primeira vez, um aumento de 30% em relação a 2008, o maior crescimento em um só ano.

A ampliação do tratamento antirretroviral contribuiu para a redução de 19% das mortes ligadas à epidemia entre 2004 e 2009.

No entanto, o relatório realizado pela agência das Nações Unidas para a Aids aponta que em 2009 foram investidos US$ 15,9 bilhões no mundo para pesquisas relacionadas à aids, ou seja, pouco mais de 10 bilhões a menos do que os US$ 26,8 bilhões necessários para financiar uma resposta à doença em 2010.

Por regiões, a África Subsaariana conta com 22,5 milhões de pessoas infectadas, Ásia do Sul e Sudeste Asiático, 4,1 milhões, Ásia do Leste, 770 mil casos, América Central e América do Sul, 1,4 milhão.

Já a América do Norte conta com 1,5 milhão de infectados, Europa Ocidental e Central, 820 mil, Europa Oriental e Ásia Central, 1,4 milhão, o Caribe, 240 mil, o Oriente Médio e África do Norte, 460 mil, e Oceania, 57 mil casos.

Desde o início da epidemia, mais de 60 milhões de pessoas foram infectaram com o vírus do HIV-aids e cerca de 30 milhões morreram por causas ligadas à doença.

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