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Os resultados da avaliação de um comitê científico sobre a gestão da Organização Mundial da Saúde (OMS) frente à gripe A serão totalmente públicos, mas vão demorar um ano para serem concluídos.

Genebra, 19 mai (EFE) - O presidente do chamado Comitê de Revisão da OMS, Harvey Fineberg, disse hoje que as conclusões e recomendações do estudo ficarão prontas para que a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, apresente aos países-membros na Assembleia Mundial da Saúde de 2011.

Justo nessa semana ocorre em Genebra a Assembleia Mundial da Saúde correspondente a 2010.

Para justificar o prazo de um ano, Fineberg afirmou que se trata de um "assunto complicado".

A missão principal do grupo de cientistas dirigido por ele é determinar se a OMS, algum de seus órgãos assessores ou qualquer funcionário do organismo agiu sob interesses particulares durante a gestão da epidemia de gripe A, no ano passado.

O comitê busca investigar as críticas contra a organização de que suas decisões foram influenciadas por interesses da indústria farmacêutica.

Segundo as críticas levantadas, a OMS teria alarmado exageradamente os países sobre os riscos da gripe A para que, assustados, eles demandassem vacinas contra a doença.

De fato o temor mundial quanto à gripe A impulsionou o rápido desenvolvimento de uma vacina e a compra em massa da mesma por parte de países em desenvolvimento, o que gerou lucros milionários aos laboratórios produtores.

As investigações buscam agora constatar se o temor foi mal-intencionado.

Em entrevista coletiva, Finenberg garantiu, independente do resultado do estudo, este será integralmente público, mas "isso não quer dizer que a diretora-geral da OMS aceitará cada recomendação".

Além disso, ele assegurou que não sofreu "nenhuma restrição" a respeito da natureza das recomendações que o Comitê de Revisão poderá fazer.

Finenberg disse que, durante o processo de avaliação, o Comitê, formado por 29 especialistas, receberá representantes da indústria farmacêutica, assim como "testemunhas e outros indivíduos" que possam contribuir nas investigações. EFE is/sa

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