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O aguardado lançamento de um estudo clínico para determinar os novos tratamentos mais promissores contra os cânceres de mama agressivos foi anunciado, nesta quarta-feira, pelo governo federal americano e cinco grandes empresas farmacêuticas.

Este tipo de medicamento poderia aumentar fortemente a sobrevida de pacientes, cujo tipo de tumor mamário não responde a tratamentos tradicionais contra o câncer, destacou o "Biomarkers Consortium" em um comunicado.

A análise, denominada I-SPY 2, testará novos modelos de estudos clínicos de ponta, usando marcadores genéticos ou biológicos provenientes de tumores de doentes para buscar especificamente os tratamentos potencialmente mais eficazes para combater o câncer.

Este novo enfoque permitirá ainda aos investigadores usar os resultados preliminares de um estudo clínico, feito com um grupo de doentes, para decidir quais tratamentos são mais promissores e desta forma, eliminar mais rapidamente os menos eficazes.

"O estudo clínico I-SPY 2 promete multiplicar a convergência dos avanços em muitas pesquisas de ponta para desenvolver novos tratamentos contra o câncer de mama, utilizando biomarcadores moleculares", informou a doutora Anna Barker, diretora adjunta do Instituto Nacional americano do câncer e co-presidente do "Biomarkers Consortium".

O novo enfoque "nos permitirá, ainda, fazer testes clínicos de fase 3", última etapa antes da autorização para a comercialização de um medicamento, acrescentou em um comunicado.

O estudo clínico I-SPY 2 poderá, assim, reduzir fortemente os custos de desenvolvimento dos tratamentos contra o câncer, permitindo acelerar o processo de verificação da segurança e da eficácia dos novos medicamentos, estimou o consórcio. Hoje, este processo requer de 12 a 15 anos e custa mais de um bilhão de dólares.

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