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Medida é adotada devido ao risco de problemas cardiovasculares

A agência de controle de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos (FDA) restringiu severamente, esta quinta-feira (23), o uso do polêmico fármaco para a diabetes Avandia, produzido pela empresa britânica GlaxoSmithKline. Apesar da restrição, ele não foi proibido completamente.

A FDA informou, em um comunicado, que a decisão ocorre depois de "dados que sugerem um elevado risco de danos cardiovasculares, como ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, em pacientes tratados com Avandia".

A Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) também informou esta quinta-feira que o medicamento Avandia não estará mais disponível para os pacientes na Europa, após recomendar que seja suprimido do mercado devido a problemas de saúde.

A Avandia "deixará de estar disponível na Europa nos próximos meses", informou a EMEA em um comunicado. Segundo as restrições impostas pela FDA, o Avandia só estará disponível para novos pacientes com diabetes tipo 2, se não puderem controlar seus níveis de glicose com outros medicamentos.

Resposta da farmacêutica

Em nota, o fabricante informou que "continua acreditando que Avandia é um tratamento importante para pacientes com diabetes tipo 2 e está trabalhando junto ao FDA e a EMA para implementar as ações requeridas. A empresa trabalhará ainda com as demais agências para se adequar a quaisquer decisões."

Dr. Ellen Strahlman, chefe do departamento médico da GSK, disse: “Nossa principal preocupação continua sendo os pacientes portadores de diabetes tipo 2 e estamos fazendo todos os esforços para assegurar que médicos e pacientes tenham todas as informações necessárias e, com isso, ajudá-los a entender como esta decisão os afetará.”

No Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que está reunindo dados sobre o medicamento para poder avaliar a situação e deve se manifestar apenas no início da próxima semana.

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