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Redução no valor do produto original em 50% ajudou a manter a fidelidade dos clientes

O preço mais atrativo do genérico do Viagra, que custa em média R$ 10 o comprimido, ainda não convenceu usuários do medicamento contra impotência sexual na hora da compra.

Segundo as farmácias visitadas pelo Jornal da Tarde, os clientes preferem pagar mais caro pela marca que já é conhecida.

“É questão de confiança. As pessoas já usam o Viagra e não querem arriscar em um produto que é novo”, afirma Luis Carlos Cardoso, gerente da Droga Verde, do bairro da Casa Verde, na zona norte da capital paulista.

A constatação foi a mesma em outras nove farmácias de São Paulo. Cardoso conta que recebeu seis caixas do medicamento genérico para impotência na sexta-feira. Até o fim da tarde de ontem tinha vendido quatro unidades. No mesmo período diz ter comercializado 40 caixas do Viagra, que é produzido pela Pfizer - a caixa comum comprimido custa cerca de R$ 15.

“A redução no valor do Viagra em 50% ajudou a manter a fidelidade dos clientes”, afirma João Silveira, balconista da Droga Augusta, que fica na Rua Augusta, na Consolação. Por semana, ele diz que são comercializadas aproximadamente 20 caixas de Viagra com um comprimido.

Para acirrar a concorrência, a Pfizer anunciou a redução nos preços no dia 8 de junho, pouco mais de um mês após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que impôs o fim da patente do medicamento. Antes, cada comprimido custava R$ 30. De acordo com a EMS, uma das empresas que recebeu autorização para fabricar o remédio genérico - com princípio ativo de citrato sildenafila - até o início do mês haviam sido distribuídas mais de 1,5 milhão de unidades em todo o País. A entrega em farmácias e drogarias começou no dia 1º.

“Não acho que com o tempo as pessoas vão preferir o genérico”, afirma o balconista da Droga Raia, do bairro Cerqueira César, Leonardo Davi Lima dos Santos. Para o médico clínico geral do Hospital das Clínicas (HC) Arnaldo Lichtenstein, há ainda preconceito quanto aos medicamentos genéricos. "Teoricamente, o genérico é o mesmo medicamento que já perdeu a patente e passa por uma série de testes definidos pelo Ministério da Saúde que comprovam sua eficácia. Isso quer dizer que ele é seguro, eficaz e mais barato.” As informações são do Jornal da Tarde.

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