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Segundo Ministério da Saúde, exame poderá acelerar a obtenção de resultado da doença

O ministro José Gomes Temporão apresentou nesta quarta-feira o primeiro exame totalmente desenvolvido no Brasil para diagnosticar gripe suína. A iniciativa, segundo o governo, poderá acelerar a obtenção de resultados da doença.

Os testes foram feitos por meio de uma parceria entre os institutos Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Bio-Manguinhos e de Biologia Molecular do Paraná (IBPM), e passará a ser usado nos três laboratórios de referência para a doença, Adolfo Lutz (SP), Evandro Chagas (PA) e Fiocruz (RJ) e nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública do Paraná, de Brasília e de Salvador.

Para o Ministro, o trabalho conjunto das instituições cria uma plataforma tecnologia mais eficiente e barata, além de permitir o diagnóstico de outras doenças importantes. “No ano passado, tivemos muitas dificuldades para ter acesso ao reagente (contra a H1N1). Tínhamos recurso para comprar, mas não havia disponibilidade. Foi nesse período que surgiu a proposta de unir esforços e desenvolver um produto 'made in Brazil",  disse o ministro.

O custo do produto será 60% mais barato que o valor do teste importado. Segundo informou a assessoria do Ministério, alguns hospitais já receberam os lotes, mas todos já estão capacitados para realizar os exames. Até o final de julho as seis instituições já estarão realizando o procedimento.  Em 2009, após a declaração de pandemia mundial, feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil teve de esperar cerca de 20 dias para receber kits para diagnosticar a doença.

“Vacinômetro”

Temporão ainda revelou os novos números da campanha de vacinação contra a gripe suína. Segundo ele, o ‘Vacinômetro’ é surpreendente. Até o momento, mais de 83 milhões pessoas já foram vacinadas, o que corresponde a 44% da população.

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