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A gripe A, conhecida como suína, já matou 50 pessoas só este ano, mostra balanço do Ministério da Saúde. Ainda assim, as pessoas não compareceram aos postos de saúde para receber a vacina contra a doença. Do total esperado pelas autoridades, 78% do público alvo ainda não se imunizou contra o vírus H1N1.

A preocupação com o déficit na vacinação ¿ ainda em andamento ¿ é tanta que o Ministério organizou para este sábado, dia 10, um Dia D. Todos os 36 mil postos de vacinação do país deverão estar abertos, em horários a serem informados pelos Estados e municípios, que também vão definir a necessidade de postos volantes para aplicação das doses.

Devem ser vacinados doentes crônicos com menos de 60 anos, grávidas em qualquer período de gestação, crianças de seis meses a menores de dois anos e adultos de 20 a 29 anos.

Grupos específicos

No total, foram vacinados contra a gripe suína 12.971, desde 8 de março, quando começou a campanha em massa. O número representa 22,1% do público-alvo estimado para as três primeiras etapas, que é de 58.695.070 pessoas. A sobra de vacinas foi atestada em países da Europa e também nos Estados Unidos, que começaram a aplicar as doses no segundo semestre do ano passado.

A vacina é absolutamente segura e eficaz. Os efeitos adversos, que são raros, se manifestam de forma leve, como dor no local da aplicação, dor de cabeça, febre e cansaço. Para as pessoas que fazem parte do grupo prioritário, o perigo não é tomar a vacina, mas correr o risco de pegar a gripe, disse o ministro da saúde, José Gomes Temporão.

O ministro lembrou que a segurança da vacina é evidenciada pelos 93,7% de cobertura entre os trabalhadores dos serviços de saúde ¿ um dos públicos da primeira etapa, juntamente com os indígenas, que têm cobertura de 56,5%, até o momento.

Com 66,1% de cobertura, até o momento, as crianças de 6 meses a menores de 2 anos têm um desempenho um pouco melhor. Mas também é importante reforçar a vacinação desse grupo, o que teve a maior taxa de incidência da doença no ano passado (154 casos por 100 mil habitantes).

Em contraste com a baixa cobertura vacinal, estão os casos de infecção pelo vírus H1N1 ¿ eles não deram trégua nem mesmo na estação mais quente do ano. De janeiro até o dia3 de abril, foram registrados 361 casos de pessoas internadas com doença respiratória grave em todo o país. Mais da metade (56,2%) ocorreu na região Norte (203 casos). No mesmo período, houve 50 óbitos, nos estados do Pará (25), Paraná (8), Amazonas (6), Amapá (2), Maranhão (2), Minas Gerais (2), Goiás (1), Piauí (1), Ceará (1), Paraíba (1) e São Paulo (1). Uma segunda onda de contágio da gripe suína é esperada para o inverno, no final de maio.

No ano passado, o Brasil registrou 2.051 óbitos pela gripe pandêmica, dos quais 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas. Outra análise que chama atenção é que, nas gestantes, a mortalidade foi 50% maior que na população geral. Ao todo, morreram 189 grávidas no ano passado

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