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Estudo com 2,5 mil voluntários envolveu 350 brasileiros

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Os resultados da pesquisa Iniciativa Profilaxia Pré-Exposição foram divulgados hoje de manhã nos Estados Unidos. Trata-se da primeira pesquisa que mede a eficácia de um medicamento oral de uso diário para evitar a infecção pelo HIV.

O estudo envolveu 2.500 pessoas em cinco países - 350 delas no Brasil, recrutadas pela Universidade de São Paulo (USP), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Quando analisados todos os pacientes, verificou-se redução de 44% da contaminação por HIV. Mas quando os pesquisadores analisaram os exames de sangue que identificam o medicamento no organismo por 14 dias - ou seja, daqueles que comprovadamente tomaram o remédio, e não apenas se inscreveram na pesquisa -, essa redução atingiu 92%.

Ao restringir ainda mais a análise, aos pacientes que relataram terem feito sexo anal desprotegido, a diminuição foi de 94,9%. Por três anos, metade dos voluntários recebeu um comprimido diário que combina os antirretrovirais tenofovir e entricitabina (este ainda sem registro no Brasil). Os voluntários são homens que fazem sexo com homens, com comportamento de risco (parceiros múltiplos e sem preservativos).

"Esse resultado é um divisor de águas na epidemia de HIV. É o mais eficaz tratamento já descrito se usado dessa forma", afirmou o coordenador do Projeto Praça Onze, da UFRJ, Mauro Schechter.

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