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Estudo alerta para o crescimento do problema e mostra que até crianças estão obesas

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Um relatório divulgado nesta quinta-feira (23) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris, revela que, em média, metade dos adultos nos países desenvolvidos está acima do peso.

Também segundo o levantamento, em média, 16% das populações nestes países podem ser consideradas obesas. O estudo chama atenção para um problema capaz de reduzir a expectativa de vida na mesma medida que o tabagismo.

Embora apenas os países desenvolvidos sejam o foco da preocupação dos estudos da OCDE, o relatório faz comparações também com alguns emergentes. No Brasil, segundo dados de 2005, os níveis tanto de obesidade quanto de excesso de peso são semelhantes aos dos países desenvolvidos e estão entre os mais altos entre os emergentes - 51% estão acima do peso e 14% são obesos.

Já o México lidera o ranking da obesidade e do excesso de peso da OCDE, superando até os Estados Unidos, país que costuma ser lembrado pelo alto número de pessoas nessas condições. O levantamento diz que 70% da população mexicana está acima do peso e 30% são obesos; nos Estados Unidos, o excesso de peso atinge 68% da população adulta, enquanto 28% são obesos.

Riscos

Embora varie consideravelmente de país para país - por exemplo, as taxas de obesidade no Japão e na Coreia do Sul são de 3% e 4% da população adulta -, a proporção de pessoas com excesso de peso tem aumentado constantemente em todas as regiões medidas ao longo das últimas décadas.

Segundo o estudo, antes dos anos 1980, as taxas de obesidade medidas pelo chamado índice de massa corporal se encontravam em geral abaixo de 10%. Desde então, duplicaram ou até triplicaram em alguns casos.

"A mortalidade aumenta fortemente uma vez que os indivíduos ultrapassam a marca do excesso de peso", alerta a OCDE.

"A expectativa de vida de uma pessoa obesa é de oito a dez vezes mais curta - nos casos de um índice de massa corporal entre 40 e 45 - que a de uma pessoal com peso normal, semelhante à perda de expectativa de vida sofrida por fumantes."

O relatório menciona outros estudos que relacionam o excesso de peso à discriminação profissional - em alguns casos, até mesmo como explicação para discrepâncias salariais que podem chegar a 18%.

O estudo da OCDE também alerta para o crescente fenômeno do excesso de peso entre as crianças. Nos Estados Unidos e na Escócia esse problema é mais grave - atinge 35% da população entre 6 e 17 anos e 12 e 15 anos, respectivamente.

Espanha e Itália têm 33% de indivíduos acima do peso entre os 13 e 14 anos e os 8 e 9 anos de idade. No Brasil, segundo dados de 2002 citados no estudo, 22% das crianças entre 7 e 10 estão acima do peso ideal.

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