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Cientistas encontraram marcador molecular comum em diversos pacientes com demência leve que desenvolveram a doença

Cientistas finlandeses identificaram uma espécie de assinatura molecular que, no futuro, pode levar ao desenvolvimento de novos métodos de diagnosticar o Alzheimer antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas da doença, marcada por perda degenerativa da memória e demência.

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A descoberta foi publicada na revista científica Translacional Psychiatry por pesquisadores do Centro de Pesquisa Técnica VTT, da Finlândia.

Liderado por Matej Orešic, o grupo de cientistas descobriu que o início da doença em si é precedido pelo aparecimento de marcadores no sangue que, uma vez identificados, poderiam predizer quem já estaria em uma fase precoce da doença, permitindo a adoção de medidas para retardar a evolução dela.

Orešic e sua equipe analisaram amostras de sangue de 226 idosos por mais de dois anos. Desse total, 46 eram sadios, 143 sofriam de declínio cognitivo leve – uma condição anterior à demência – e 37 tinham Alzheimer.

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Ao fim de 27 meses, 52 dos 143 pacientes com declínio cognitivo leve haviam desenvolvido Alzheimer. A análise do plasma sanguíneo desse grupo de voluntários mostrou que a concentração dos marcadores havia mudado de forma compatível com a evolução da doença.

Além do desenvolvimento de exames capazes de identificar precocemente o Alzheimer, os cientistas creem que a descoberta também poderá ajudar a identificar novos caminhos para trata-lo de forma mais eficaz.

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