Tamanho do texto

Foram 23.194 cirurgias contra 20.797 em 2010. Em uma década, aumento foi de 3 vezes

Amana Salles / Fotoarena
Conheça a história de Fábio, que recebeu o rim do pai e todo suporte para uma nova vida da mãe
Os transplantes bateram recorde histórico no Brasil. Em 2011, foram realizadas 23.194 cirurgias do tipo (sem contar os transplantes ósseos), 11,8% a mais do que as 20.797 feitas em 2010. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira, 8, pelo Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), e representam recorde histórico das operações.

Veja aqui : Doador de órgão fica mais velho no Brasil

Na comparação com o ano 2000, o aumento foi de 3 vezes, já que há 11 anos foram computadas 7.977 cirurgias.

 O crescimento, avalia o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério, Éder Borba, é resultado da maior disponibilidade da população em doar órgãos e também do investimento em áreas antes carentes de centros especializados para transplantes.

Evolução das cirurgias

Transplantes batem recorde no País

Gerando gráfico...
ABTO

“No ano passado, o Ceará por exemplo investiu bastante na capacitação de transplantes de rim. Este ano, tivemos a boa notícia de que o Rio Grande do Norte conseguiu zerar a fila de pacientes que esperavam por um transplantes de córnea”, declarou Borba.

Desigualdades

Apesar da maior participação dos Estados do Norte e Nordeste na realização de transplantes, as desigualdades ainda são extremamente fortes no País, avalia José Osmar Medina, presidente da ABTO.

“É uma discrepância geográfica bem acentuada. Amazonas, Pará, Sergipe, Rondônia, por exemplo, são carentes de centros especializados e de profissionais capacitados”, afirma.

Os números evidenciam os contrastes. Enquanto São Paulo realizou 2004 transplantes no ano passado, Sergipe contou com apenas 5 cirurgias. Minas Gerais beneficiou 501 pessoas que aguardam na fila de espera, frente a 14 moradores do Acre que receberam um coração, pulmão, rim ou qualquer outro órgão.

Próximos passos

O presidente da ABTO acredita que estas diferenças, que muitas vezes resultam na migração de pacientes para outros Estados em busca de um órgão, tendem a diminuir com o passar dos anos. O Brasil, inclusive, já desponta como um dos países com maior número de transplantes realizados e hoje tem a taxa de 10,8 doadores por milhão de habitantes – sendo que em 2000, o índice era de 5 doadores por milhão.

“Os 23 mil transplantes realizados no Brasil já somam 5% dos transplantes mundiais”, afirmou Éder Borba. “Queremos avançar mais. A nossa meta é que, em 2014, chegar a marca de 15 doadores por milhão”, completou o coordenador do sistema nacional de transplantes.

Além do balanço oficial di cirurgias, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também anunciou novas regras para os transplantes brasileiros. A partir deste ano, estrangeiros vão poder fazer a cirurgia de graça no País, desde que o doador do órgão seja vivo. Leia mais aqui

Continue lendo

Luciana da Fonseca, em 1998, foi a primeira médica a coordenar um transplante. Na foto, ela acaba de operar um paciente cardíaco
Eduardo Cesar / Fotoarena
Luciana da Fonseca, em 1998, foi a primeira médica a coordenar um transplante. Na foto, ela acaba de operar um paciente cardíaco

A médica que foi pioneira em fazer transplantes de coração

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.