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Testes feitos em casos avançados da doença mostraram eficácia em atacar a proteína que fomenta a progressão do tumor

Sol: exposição excessiva pode levar o melanoma, a forma mais letal de câncer de pele
AFP
Sol: exposição excessiva pode levar o melanoma, a forma mais letal de câncer de pele

Dois novos tratamentos experimentais contra o câncer de pele avançado produziram resultados promissores em comparação com a quimioterapia habitual, segundo dados apresentados nesta segunda-feira em um congresso em Chicago (norte dos Estados Unidos).

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Os novos tratamentos, que foram aplicados em melanomas em fase 3, são o dabrafenib e o trametinib desenvolvidos pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline, de acordo com os dados fornecidos no congresso anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), um dos mais importantes congressos de oncologia do mundo.

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Os experimentos demonstraram que o trametinib consegue neutralizar a proteína MEK, que faz o tumor crescer e que pertence ao mesmo mecanismo molecular que o gene mutante BRAF, presente na metade dos casos de câncer de pele. Esta mutação genética produz outra proteína que também fomenta a progressão do melanoma.

"O trametinib é o primeiro tratamento de uma nova classe de medicamentos que pode beneficiar os pacientes que sofrem um melanoma com uma mutação do gene BRAF", explicou a médica Carolina Robert, que dirige o serviço de Dermatologia do Instituto Gustave Roussy de Paris, principal autora do estudo.

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"Os resultados deste estudo clínico demonstram que atacar (a proteína) MEK é uma estratégia viável para tratar muitas pessoas com melanomas", assegurou.

Até agora, o vemurafenib, que ataca o gene mutante BRAF e é comercializado pelo laboratório suíço Roche, é a única terapia específica permitida pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos e da Europa para tratar o melanoma avançado.

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O estudo foi realizado com 322 pacientes, 214 dos quais tomaram o trametinib, enquanto os demais foram tratados com a quimioterapia habitual. Mais de 22% dos tratados com este novo agente responderam negativamente, contra os 8% que receberam quimioterapia.

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