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Descoberta explicaria por que para cada 3 mulheres com Alzheimer, existem 2 homens afetados pela doença

Alzheimer: pesquisa pode explicar porque mulheres são mais afetadas pela doença do que os homens
AFP / Sebastien Bozon
Alzheimer: pesquisa pode explicar porque mulheres são mais afetadas pela doença do que os homens

O fator de risco genético mais comum para a doença de Alzheimer afeta as mulheres, mas não os homens, segundo uma pesquisa da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, Califórnia, divulgada nesta semana.

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Entre as mulheres portadoras desta variante genética, o cérebro mostra mudanças características da doença neurodegenerativa antes de que qualquer sintoma se manifeste, explicam os autores do estudo, publicado na revista "Journal of Neuroscience".

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Os homens e as mulheres, que herdam duas cópias – uma de cada um dos pais – da variante do gene ApoE4, correm um risco muito alto de desenvolver o Alzheimer. Mas a combinação genética ApoE4 atinge apenas 2% da população, enquanto 15% são portadores de apenas uma cópia deste gene.

Os pesquisadores demonstraram pela primeira vez a existência de uma distinção entre homens e mulheres saudáveis portadores da variante do gene ApoE4.

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Neste grupo, as mulheres apresentam características do Alzheimer: alterações na atividade cerebral e altos níveis de uma proteína no líquido cefalorraquiano, que afetam a comunicação entre os neurônios.

Os homens cujos testes genéticos mostram que eles carregam apenas uma cópia do gene ApoE4 devem ser considerados com baixo risco de desenvolver Alzheimer.

A descoberta poderia explicar por que mais mulheres do que homens desenvolvem a doença, assinalou Michael Greicius, professor assistente de neurologia e diretor médico do Centro Stanford para distúrbios da memória.

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Identificar as ligações entre o ApoE4 e o gênero dá lugar a novas aproximações experimentais, que permitirão entender melhor como a variante do gene ApoE4 aumenta o risco de se desenvolver o Alzheimer.

Para cada três mulheres com Alzheimer, existem dois homens afetados pela doença, disse Greicius, que dirigiu a pesquisa, baseada em imagens de ressonância magnética de 131 pessoas saudáveis com idade média de 70 anos.

Não existe cura para o Alzheimer, que afeta cerca de 5 milhões de pessoas nos Estados Unidos e quase 30 milhões em todo o mundo.

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