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Nicola Wilding perdeu os movimentos do braço num acidente e agora deseja substituí-lo por uma prótese

Nicola em uma prova de triatlo: dinheiro arrecadado será usado na cirurgia
BBC
Nicola em uma prova de triatlo: dinheiro arrecadado será usado na cirurgia

A britânica Nicola Wilding, de 35 anos, que planeja amputar seu braço direito e substituí-lo por uma prótese, será submetida a uma cirurgia inicial em setembro para determinar se o plano pode ser levado adiante.

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O cirurgião austríaco, Oskar Aszmann, irá examinar os nervos do antebraço de Nicola. Ele poderá, então, transplantar os músculos para impulsionar sinais nervosos no braço, para que possa guiar a prótese.

Wilding perdeu os movimentos do braço direito há 12 anos, em um acidente de carro. Ela realizou transplantes de nervos que devolveram algum movimento do antebraço, mas os médicos disseram que ela nunca mais poderá mexer a mão.

Após assistir a um documentário da BBC sobre o trabalho de Aszmann, ela decidiu considerar a possibilidade de amputação. Wilding já começou a participar de competições de triatlo para levantar o dinheiro necessário para a cirurgia, caso decida levar o plano adiante.

Próximo passo

Wilding se encontrou com o cirurgião no início do ano, para uma consulta inicial, em Londres. Desde então, ela já viajou algumas vezes a Viena para a realização de testes, nos quais o braço foi submetido a estímulos elétricos.

Segundo ela, o próximo passo será retornar a Viena, em setembro, para que o cirurgião possa abrir seu braço e ver se os nervos são sensoriais ou motores.

"Se forem sensoriais, então não há nada a ser feito, e será o fim", disse Wilding à BBC.

"Se houver nervos motores, ele irá remover músculo das minhas pernas para implantar no antebraço, para que eu possa trabalhar e fortalecer o nervo e o músculo e, por fim, operar a prótese."

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Em entrevista por telefone, desde Viena, Aszmann disse que ela tem alguns sinais muito fracos em seu antebraço, mas vai precisar de sinais mais fortes para controlar uma prótese.

"Quando eu bato levemente na mão dela, ela diz que pode sentir algo, mas nós precisamos abrir o braço para ver se há fibras motoras suficientes para fornecer sinais à mão biônica", disse o cirurgião.

Azmann já executou duas amputações eletivas de mão, e ambos os pacientes já estão usando seus substitutos biônicos Uma terceira amputação eletiva está marcada para esta semana.

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