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Até dezembro, serão 770 mil cartelas distribuídas, contra 513 mil em 2011. Ministério estuda dispensar receita para entregar medicamento

Pílula
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Pílula

Até o final do ano, o Ministério da Saúde vai distribuir 770 mil cartelas de pílulas do dia seguinte, adquiridas na última compra.

O número reservado para ser entregue ao longo de 2012 é 50% maior do que o ofertado no ano anterior (quando foram 513 mil cartelas).

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O aumento, afirmou o Ministério, foi acertado de acordo com a demanda e os estoques informados pelos municípios, os responsáveis pela distribuição dos medicamentos.

O método serve para evitar a gravidez indesejada após a relação sexual sem proteção. Os especialistas reforçam que ele só deve ser utilizado em situações de emergência, como a camisinha rompida, o anticoncepcional esquecido ou até mesmo uma relação sexual forçada.

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Segundo os números informados pelo governo federal, a oferta de todos os métodos contraceptivos cresceu. Os anticoncepcionais injetáveis mensais passaram 4,87 milhões de doses para 11,4 milhões em 2012. As pílulas com baixa dosagem hormonal tiveram um incremento de 300 mil comprimidos entre uma compra e outra (de 2,1 milhões para 2,4 milhões). Os preservativos masculinos passaram de 333 milhões de unidades para 493 milhões.

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Padronização da emergência

Apesar de ser unanimidade entre os gestores que a pílula do dia seguinte deve ser a última opção, cada cidade define a forma de entrega à população deste método contraceptivo. Agora, o governo federal busca uma padronização.

Uma das propostas em análise é deixar de exigir a receita médica para a entrega do medicamento nos postos de saúde. Algumas prefeituras já não fazem a exigência, outras ainda pedem a prescrição médica. Buscando um modelo único, um grupo de experts em aids , doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) foi convocado pelo Ministério para debater a questão. A decisão deve sair no mês que vem.

Um dos pontos apresentados pelos defensores do fim da receita médica para receber o remédio é que ela dificulta o acesso à pílula do dia seguinte. Para ter o efeito contraceptivo, o medicamento deve ser tomado em no máximo 72 horas após a relação sexual de risco.

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